Um dia eu disse que a sintonia era impressionante...
Pode experimentar,
ensaiar,
procurar...
... procurar...
Não vai encontrar!
Pq as lembranças sempre são doces. E quando as trazemos para o presente, bons momentos impregnam ainda mais essa doçura.
A concorrência é desleal!
... e irreal.
Pascal: "Les hommes sont si nécessairement fous que ce serait être fou par un autre tour de folie de n’être pas fou’. (...) Il faut faire l’histoire de cet autre tour de folie, de cet autre tour par lequel les hommes, dans le geste de raison souveraine qui enferme leur voisin, communiquent et se reconnaissent à travers le langage sans merci de la nonfolie...”
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segunda-feira, 24 de julho de 2017
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Jazz
Então... Um pouco de La la land, e um pouco de spoiler tbém
"Há muita magia no filme. Um musical, o que nos leva para um espaço outro. E tem o amor, que é magia em essência.
Um músico, jazz, que nunca foi nem nunca será blockbuster. E tem por sonho um clube de jazz para preservar a beleza de uma harmonia conflitante em que cada musico viaja na própria melodia, meio em paralelo, meio cruzada com as viagens dos outros músicos e que têm sua costura única que leva a uma bela peça.
Uma atriz que vive de teste em teste, e que tem um jeito próprio de contar/ver uma história.
São dois sonhadores que se encontram, se fortalecem com a empolgação, incentivo e admiração do outro. A relação é super profícua, mas esbarra numa realidade que por vezes atropela este outro plano em que se encontram.
A gente para pra pensar se é possível se manter nesse sonho, tão inspirador e prazeiroso... que parece nos distanciar super da realidade, e, portanto, traduz-se como irreal. Uma irrealidade.
Aí vem a vida que nos puxa para o solo real.
Ela passa num teste para filmar em Paris.
E... ela pergunta para ele: então, o que será de nós?
E ele, com os pés no chão: vc vai agarrar essa oportunidade com todo o seu Ser. E eu vou ter meu clube de jazz. E vou te amar pra sempre.
Ela concorda. O amor será pra sempre.
Passam-se anos...
Ela fez sucesso! Famosa! Casada e com uma filha. Feliz.
Ele tem sucesso no bar. Toca o que gosta, com quem gosta. Feliz
E eis que, numa quebrada, escapando do trânsito, ela e o marido vão parar naquele clube de jazz.
O músico a vê na platéia.
Inspira fundo.
A imagem se fixa nas teclas do piano.
E ele toca a música deles.
Com A musica no plano de fundo, passa-se um filme em FF em que tudo foi diferente: ele estava sempre presente, ela tbém (naqueles momentos em que a viagem pessoal foi prioridade), ele foi p Paris com ela, tiveram uma filha, um bar... todas as viagens pessoais, conflitantes, paralelas e cruzadas, conseguiram a harmonia e formaram uma bela peça.
A música acaba.
Ela, ao lado do marido, resolve voltar p casa.
Qdo ela está na porta da saída, seu olhar cruza com o do músico, eles acenam um "sim" com a cabeça: "te amo pra sempre"
Ela segue com o marido.
Ele segue a música."
Sim, o amor! Por vezes ele vem tão avassalador que parece que nos rouba da realidade. Ficamos confusos, o sonho parece mais palpável do que a matéria. Nada encaixa com nada.
Mas aí vem a calma e a atenção nas notas do jazz: cada instrumento faz sua melodia, sua viagem pessoal. A peça vai tomando corpo, e o conjunto fica incrível.
Esta linha invisível que costura os sonhos e a individualidade de cada um, é a parte prática do amor.
E quem há de negar que esta lhe é superior!
Acho que é isso.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
?
Por vezes, geralmente aos domingos, acordo zureta:
- estou no caminho adequado?
- se estou, por que tem algo que me perturba?
Aí relembro: 80% dos nossos pensamentos são negativos
ou então, sou masoquista.
Tomo um café enquanto escuto Marisa Monte, o dia tá lindo..
… tudo certo.
- estou no caminho adequado?
- se estou, por que tem algo que me perturba?
Aí relembro: 80% dos nossos pensamentos são negativos
ou então, sou masoquista.
Tomo um café enquanto escuto Marisa Monte, o dia tá lindo..
… tudo certo.
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sábado, 6 de fevereiro de 2016
A medida do (des)apego
Eu me lembro, e nem faz tanto tempo assim, em como eu admirava alguém com uma insustentável leveza do Ser.
O "desapegado" de tudo. Aquele que, se sofrêssemos um ataque de zumbis, não se preocuparia em encher uma mochila - acho que uma garrafa de água e um rolo de papel higiênico bastariam.
Sem passado, nem preocupações com o futuro, só o momento presente.
Uma águia, como dizia Henry Miller numa entrevista a Anaïs Nin. Insustentavelmente, insuportavelmente leve.
Eis que me vejo, agora, penando p aprender a me apegar… investir em me relacionar… e digo que NÃO É FÁCIL!
A medida do (des)apego é única para cada ser.
Pessoal e intransferível.
A receita?
Humildade.
O "desapegado" de tudo. Aquele que, se sofrêssemos um ataque de zumbis, não se preocuparia em encher uma mochila - acho que uma garrafa de água e um rolo de papel higiênico bastariam.
Sem passado, nem preocupações com o futuro, só o momento presente.
Uma águia, como dizia Henry Miller numa entrevista a Anaïs Nin. Insustentavelmente, insuportavelmente leve.
Eis que me vejo, agora, penando p aprender a me apegar… investir em me relacionar… e digo que NÃO É FÁCIL!
A medida do (des)apego é única para cada ser.
Pessoal e intransferível.
A receita?
Humildade.
sábado, 19 de setembro de 2015
Devaneio sobre o destino ou acaso - mais um
Destino ou acaso?
Queria muito acreditar no destino. Caminho feito, mais fácil de encarar, a responsabilidade diminui…
Mas o acaso nos torna responsáveis. Pelas escolhas.
Tanto em um quanto em outro… Precisamos nos convencer que temos que bem escolher. Fazer tudo que está ao alcance das nossas mãos. Do melhor modo possível.
Queria muito acreditar no destino. Caminho feito, mais fácil de encarar, a responsabilidade diminui…
Mas o acaso nos torna responsáveis. Pelas escolhas.
Tanto em um quanto em outro… Precisamos nos convencer que temos que bem escolher. Fazer tudo que está ao alcance das nossas mãos. Do melhor modo possível.
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Estou o que não mais sou
O mesmo sonho dos tempos brancos:
"Mesmo abraço
mesmo sabor
mesmo calor
mas algo não bate
é vc, mas não exatamente…
o rosto e o corpo estranhos
mas é vc! Eu sei que é!"
Paro… penso…
Não é o outro que sinto estranho,
sou EU!!!
A relação é a mesma, o aconchego igual
Mas EU… não mais.
foda.
"Mesmo abraço
mesmo sabor
mesmo calor
mas algo não bate
é vc, mas não exatamente…
o rosto e o corpo estranhos
mas é vc! Eu sei que é!"
Paro… penso…
Não é o outro que sinto estranho,
sou EU!!!
A relação é a mesma, o aconchego igual
Mas EU… não mais.
foda.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Plenitude
É muito engraçado este sentimento,
completamente desinteresseiro
Não paga minhas contas
Não troca as lâmpadas queimadas
Não conserta torneiras
nem troca pneus
Totalmente inútil…
Mas basta sentir teu cheiro,
o calor no corpo,
o olhar que abre as portas do meu lar..
que o mundo se despe de toda sua utilidade
e transcende, lança-me
nas ondas da energia infinita do universo
com vc, eu sou infinita e universalmente
plena.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
"Estamos em construção para melhor servir"
Como reaprender a navegar por mares em que quase me afoguei?
Como não cair naquele embate da rotina diária em que
1. alguma bobagem no outro invariavelmente acaba nos irritando: "não deixe o jornal espalhado pela casa!"
2. temos a necessidade inexplicável de ver tudo arrumadinho!! E estamos cansados de arrumar todos os dias - pô, como o cara não percebe?!?!
3. então pedimos, já com ódio pq o cara não percebeu: "será que vc poderia deixar o jornal arrumado depois de lê-lo?"
4. o cara percebe a irritação com que falamos, obedece forçado (mas PRA QUE arrumar o jornal se ela nem vai ler? Ou, qual a diferença de lê-lo na ordem?)
5. se arrumou forçado, sem entender o motivo para fazê-lo, óbvio que depois da 2 ou 3 vez, não mais o fará.
6. aí ela vai ficar com o ódio guardado Até voltar para o número 2
7. agora, ele, de saco cheio, faz que escuta mas nem está aí…
Bom, este é o início. As coisas se repentem de ambos os lados por causa do embate da rotina diária em que alguma bobagem no outro invariavelmente acaba nos irritando.
Dali a pouco, esta indisposição para escutar o outro se espalha por todos os cantos.
Um "aham!" para o que nem registrou
Um "eu sei!" sem saber
Um "tá." sem estar
… um silêncio tenso, repleto de informações e frustrações engolidas pelo travesseiro.
Aí vem a vontade de dormir… para tudo enfiar, cada vez mais, sob os lençóis. Aquilo fica tão "povoado" que não deixa mais espaço para o tesão e o calor gostoso do corpo amado.
E… sabe o que é mais interessante? Tudo, mas tudo, tem a ver com a primeiríssima rusga. Um é organizado e o outro não se importa com a bagunça. Um gosta de sair e o outro de ficar em casa. Um é agilizado e o outro deixa para depois. Um gosta de mandar e o outro faz que obedece.
Neste momento, a ausência não acentua estas diferenças e traz a saudade. Ou, o "cada um no seu canto" faz com que saibamos e respeitemos aquela casa que não é nossa, e esconde a mania do outro. E a saudade aumenta o fogo e abafa a intolerância.
Mas não dá para dizer que a ausência faz bem.
Queremos mais, sempre mais:
Mais perto!
Mais tempo!
Junto! Grudado!
No silêncio, na palavra, no céu estrelado, nos dias de chuva
O caminho…
Não sei!
Talvez seja a disposição para acolher a diferença que o outro traz na nossa vida. E tentar!
Arrumar junto, bagunçar junto, fazer junto, deixar para depois junto..
Perguntar para si mesmo, a cada embate:
- qual a consequência da bagunça?
- qual a consequência do atraso?
- qual a necessidade de sair? Ou de ficar em casa?
é só.. parar para pensar um pouquinho na real necessidade daquele empacamento, para quem vai respingar as consequencias, quem vai pagar por isso, e se isso realmente importa.
Serenidade..
Paciência..
Tolerância..
Acolhimento..
Ternura.
Tudo isso para manter a cama limpa,
Faminta
Sagrada
Como não cair naquele embate da rotina diária em que
1. alguma bobagem no outro invariavelmente acaba nos irritando: "não deixe o jornal espalhado pela casa!"
2. temos a necessidade inexplicável de ver tudo arrumadinho!! E estamos cansados de arrumar todos os dias - pô, como o cara não percebe?!?!
3. então pedimos, já com ódio pq o cara não percebeu: "será que vc poderia deixar o jornal arrumado depois de lê-lo?"
4. o cara percebe a irritação com que falamos, obedece forçado (mas PRA QUE arrumar o jornal se ela nem vai ler? Ou, qual a diferença de lê-lo na ordem?)
5. se arrumou forçado, sem entender o motivo para fazê-lo, óbvio que depois da 2 ou 3 vez, não mais o fará.
6. aí ela vai ficar com o ódio guardado Até voltar para o número 2
7. agora, ele, de saco cheio, faz que escuta mas nem está aí…
Bom, este é o início. As coisas se repentem de ambos os lados por causa do embate da rotina diária em que alguma bobagem no outro invariavelmente acaba nos irritando.
Dali a pouco, esta indisposição para escutar o outro se espalha por todos os cantos.
Um "aham!" para o que nem registrou
Um "eu sei!" sem saber
Um "tá." sem estar
… um silêncio tenso, repleto de informações e frustrações engolidas pelo travesseiro.
Aí vem a vontade de dormir… para tudo enfiar, cada vez mais, sob os lençóis. Aquilo fica tão "povoado" que não deixa mais espaço para o tesão e o calor gostoso do corpo amado.
E… sabe o que é mais interessante? Tudo, mas tudo, tem a ver com a primeiríssima rusga. Um é organizado e o outro não se importa com a bagunça. Um gosta de sair e o outro de ficar em casa. Um é agilizado e o outro deixa para depois. Um gosta de mandar e o outro faz que obedece.
Neste momento, a ausência não acentua estas diferenças e traz a saudade. Ou, o "cada um no seu canto" faz com que saibamos e respeitemos aquela casa que não é nossa, e esconde a mania do outro. E a saudade aumenta o fogo e abafa a intolerância.
Mas não dá para dizer que a ausência faz bem.
Queremos mais, sempre mais:
Mais perto!
Mais tempo!
Junto! Grudado!
No silêncio, na palavra, no céu estrelado, nos dias de chuva
O caminho…
Não sei!
Talvez seja a disposição para acolher a diferença que o outro traz na nossa vida. E tentar!
Arrumar junto, bagunçar junto, fazer junto, deixar para depois junto..
Perguntar para si mesmo, a cada embate:
- qual a consequência da bagunça?
- qual a consequência do atraso?
- qual a necessidade de sair? Ou de ficar em casa?
é só.. parar para pensar um pouquinho na real necessidade daquele empacamento, para quem vai respingar as consequencias, quem vai pagar por isso, e se isso realmente importa.
Serenidade..
Paciência..
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sexta-feira, 5 de junho de 2015
Fato
Assim como transcendemos para esquecer um fato óbvio - a morte - e aproveitamos a vida…
… tem o amor
The Darkest Truth About Love from Hannah Jacobs on Vimeo.
… tem o amor
The Darkest Truth About Love from Hannah Jacobs on Vimeo.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Reconhecimento atemporal
Quando o dia está cinzento, ou "branco", como já postei por aqui, aflora nosso sentimento de vulnerabilidade.
Paramos um pouco o tempo e pensamos:
- por que estou aqui?
- ou melhor, por que PRECISO estar aqui?
- por que passar por isso?
- ou seja: qual o sentido deste momento? Desta vida? Desta existência?
Uma vontade enorme de voltar para o útero.
Nestes momentos, fica evidente a necessidade de "dar sentido" às coisas.
Isso tudo pode parecer um trocadilho e uma brincadeira com as palavras.. Um silogismo. Descolado das nossas sensações.
Mas falo aqui de pura sensação! O sentido é sentir a vida! Ver as cores! Estar presente no presente, atentos, inteiros.
Aí, para sentir-me, gosto de sentir as pessoas que passaram e passam por minha vida. E dou-lhes sentido.
Assim, meu caro, perceba as coincidências. Passou por onde passei, cruzou meu olhar sem que eu percebesse, te vi e vc não viu, um jogo de marionetes em que estávamos no lugar certo, mas não nos encontramos.
Assim continuamos… Mas com as (re)lembranças. E agora sabemos o que antes sentíamos sem saber - exercemos um reconhecimento de tudo que vivemos juntos em algum lugar do tempo-espaço.
Este é o sentido da vida:
Des..
Re..
..encontros
Paramos um pouco o tempo e pensamos:
- por que estou aqui?
- ou melhor, por que PRECISO estar aqui?
- por que passar por isso?
- ou seja: qual o sentido deste momento? Desta vida? Desta existência?
Uma vontade enorme de voltar para o útero.
Nestes momentos, fica evidente a necessidade de "dar sentido" às coisas.
Isso tudo pode parecer um trocadilho e uma brincadeira com as palavras.. Um silogismo. Descolado das nossas sensações.
Mas falo aqui de pura sensação! O sentido é sentir a vida! Ver as cores! Estar presente no presente, atentos, inteiros.
Aí, para sentir-me, gosto de sentir as pessoas que passaram e passam por minha vida. E dou-lhes sentido.
Assim, meu caro, perceba as coincidências. Passou por onde passei, cruzou meu olhar sem que eu percebesse, te vi e vc não viu, um jogo de marionetes em que estávamos no lugar certo, mas não nos encontramos.
Assim continuamos… Mas com as (re)lembranças. E agora sabemos o que antes sentíamos sem saber - exercemos um reconhecimento de tudo que vivemos juntos em algum lugar do tempo-espaço.
Este é o sentido da vida:
Des..
Re..
..encontros
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
sombra
Eis que o inferno.. são meus outros. Os que estão bem dentro de mim. Na minha sombra.
Eis que pressinto me fechar no silêncio. Mais uma vez.
Não podemos deixar.
Eis que pressinto me fechar no silêncio. Mais uma vez.
Não podemos deixar.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
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M, 40 e poucos anos, recém-separado, sem filhos, caçula de 3 filhos, mãe sábia divorciada há anos que tem uma ótima relação com a atual esposa do ex-marido.
Tem uns 1000 contatos no Tinder. Sai com mulheres de 18 a 40 e tantos anos. Diz que nunca mais se casa, isso não é feito para ele, quando envelhecer vai ter grana o suficiente para pagar um(a) cuidador(a) e tá muito bem com isso e ponto final.
E, 70 anos, casado com G há séculos, 3 filhos. SEMPRE está sozinho, perdido na leitura - inclusive a do whatsapp. Ele é suuuuper inteligente, culto, antenado. Ela é devotada aos filhos e netos: seus óculos para perto estão cheios de pó, desalinhados, defasados.. típico do desuso. Nunca comparecem juntos ao mesmo evento. Nunca mesmo! Ela sempre com um ou outro filho ou neto. Ele sempre sozinho. O papo, é ótimo com ambos. Mas o abismo entre os assuntos é assustador. Duas linhas paralelas que só se encontram no infinito mesmo - aquele que ninguém nem vê de tão distante…
A desesperança na vida, no inusitado, nas surpresas.. o receio dos efeitos dos aclives e declives, faz com que se desista de compartilhar.
… ou então, eu é que estou em outra sintonia.
Tem uns 1000 contatos no Tinder. Sai com mulheres de 18 a 40 e tantos anos. Diz que nunca mais se casa, isso não é feito para ele, quando envelhecer vai ter grana o suficiente para pagar um(a) cuidador(a) e tá muito bem com isso e ponto final.
E, 70 anos, casado com G há séculos, 3 filhos. SEMPRE está sozinho, perdido na leitura - inclusive a do whatsapp. Ele é suuuuper inteligente, culto, antenado. Ela é devotada aos filhos e netos: seus óculos para perto estão cheios de pó, desalinhados, defasados.. típico do desuso. Nunca comparecem juntos ao mesmo evento. Nunca mesmo! Ela sempre com um ou outro filho ou neto. Ele sempre sozinho. O papo, é ótimo com ambos. Mas o abismo entre os assuntos é assustador. Duas linhas paralelas que só se encontram no infinito mesmo - aquele que ninguém nem vê de tão distante…
A desesperança na vida, no inusitado, nas surpresas.. o receio dos efeitos dos aclives e declives, faz com que se desista de compartilhar.
… ou então, eu é que estou em outra sintonia.
domingo, 13 de julho de 2014
Menos fé e mais trabalho
"Eu acredito no Brasil!!!"
Um pensamento positivo vai bem, ninguém discute isso. É como uma conspiração a favor da coisa acontecer! Uma "sorte". E acaba que ficamos TÃO impressionados com o evento, que nos contagia!
Talvez por isso conseguimos chegar às semifinais…
Talvez por isso o povo brasileiro mantém essa "alegria", esse gingado, esse jeito brincalhão de se enfrentar um governo podre, uma ideologia medíocre e rasa que não consegue dar conta de expulsar uma organização estatal que beira o coronelismo ainda...
Mas deu pra perceber que não basta, né?
Um deslize nos desestabiliza e nos faz enxergar a falta de preparo, a falta de raiz, o enfadonho modo de viver na poeira do gingado malandro sem fundamento. Como construir algo sólido sobre o lodo?
A fé é importante sim, por ela muito avançamos. Mas não pode nos cegar! A parte chata do trabalho, do treino, da disciplina e perseverança, é necessária.
Que desânimo...
Um pensamento positivo vai bem, ninguém discute isso. É como uma conspiração a favor da coisa acontecer! Uma "sorte". E acaba que ficamos TÃO impressionados com o evento, que nos contagia!
Talvez por isso conseguimos chegar às semifinais…
Talvez por isso o povo brasileiro mantém essa "alegria", esse gingado, esse jeito brincalhão de se enfrentar um governo podre, uma ideologia medíocre e rasa que não consegue dar conta de expulsar uma organização estatal que beira o coronelismo ainda...
Mas deu pra perceber que não basta, né?
Um deslize nos desestabiliza e nos faz enxergar a falta de preparo, a falta de raiz, o enfadonho modo de viver na poeira do gingado malandro sem fundamento. Como construir algo sólido sobre o lodo?
A fé é importante sim, por ela muito avançamos. Mas não pode nos cegar! A parte chata do trabalho, do treino, da disciplina e perseverança, é necessária.
Que desânimo...
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Tempos de Tsunami
"Assim que te vi entrar, eu soube: 'é ela!'"
De algum modo, este encanto nos enrosca.
E não sai da cabeça se o enrosco trouxe o encanto ou se o encanto trouxe o enrosco.
Dado que foi o primeiro encontro de fato, também o encanto agora já posto, espaaaalha…
… teria sido um enrosco de outras encarnações?
… um sonho?
… uma premonição?
Desta vida ainda, só posso dizer que, quando ocorre,
melhor se preparar para…
tempos de tsunami!!!!
terça-feira, 13 de maio de 2014
Fênix
Por vezes uma melodia triste se instala na nossa alma...
Mas..
Mas..
Ao abrirmos as janelas da percepção,
encontra-se a sutileza das linhas melódicas
Uma beleza singela que arrepia.
Aos poucos,
o aroma se faz encantado
O corpo flutua…
baila…
A rua inteira a levitar
Devagarinho retomamos as sensações
… nunca tão belas =)
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sexta-feira, 9 de maio de 2014
Harmonia celestial
"In physics, the n-body problem is an ancient, classical problem[1] of predicting the individual motions of a group of celestial objects interacting with each other gravitationally."
Nem dá para imaginar a sequencia de fórmulas e letras esquisitas no meio das palavras… Junto com a citação de um cara chamado Poincaré. Eu já meio que entendi que qdo este nome está no meio de um monte de teorias.. a coisa é punk. Bem punk. Como disse uma amiga matemática, Rock'n Roll!!!!!
- nem consigo imaginar o que seja…
Enfim…
Isto, ao meu ver, caracteriza a dificuldade teórica que temos ao tentar prever a harmonia entre seres diferentes. Ou, a chegada de um "corpo estranho" numa dinâmica social familiar pré-estabelecida.
Por vezes batemos tanto, mas tanto nesta tecla que empacamos.
Desconsideramos a força da Natureza que consegue sim estabelecer uma harmonia entre os corpos celestes.
Entre os seres humanos… cada um com suas convicções, desejos, aspirações, características tão, mas tão diversas… Acho que algo sempre pode nos pegar de surpresa:
Vai chegando devagarinho ao som da melodia,
emitindo pseudópodes que encontram as pequenas frestas
naquela esfera antes hermética
pseudohermética!!!
De repente percebemos o rearranjo,
a harmonia entre os corpos celestes
Como pode ser tão natural?!?!?!
Do pai dos ignorantes desesperados por uma resposta rápida, Wikipedia...
Nem dá para imaginar a sequencia de fórmulas e letras esquisitas no meio das palavras… Junto com a citação de um cara chamado Poincaré. Eu já meio que entendi que qdo este nome está no meio de um monte de teorias.. a coisa é punk. Bem punk. Como disse uma amiga matemática, Rock'n Roll!!!!!
- nem consigo imaginar o que seja…Enfim…
Isto, ao meu ver, caracteriza a dificuldade teórica que temos ao tentar prever a harmonia entre seres diferentes. Ou, a chegada de um "corpo estranho" numa dinâmica social familiar pré-estabelecida.
Por vezes batemos tanto, mas tanto nesta tecla que empacamos.
Desconsideramos a força da Natureza que consegue sim estabelecer uma harmonia entre os corpos celestes.
Entre os seres humanos… cada um com suas convicções, desejos, aspirações, características tão, mas tão diversas… Acho que algo sempre pode nos pegar de surpresa:
Vai chegando devagarinho ao som da melodia,
emitindo pseudópodes que encontram as pequenas frestas
naquela esfera antes hermética
pseudohermética!!!
De repente percebemos o rearranjo,
a harmonia entre os corpos celestes
Como pode ser tão natural?!?!?!
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
A vida feita de alianças
Acho que sempre fui cagona para encarar um relacionamento. Nunca apostei todas as fichas num só investimento, ou num só trabalho... Simpatizo muito com planos B.
Não me lembro de ter decidido ficar noiva, ou de ter decidido me casar. Eu sei que nós estávamos na faculdade, lendo o jornal, e vimos um super anúncio de ofertas de alianças no Mappim. Adorávamos passear no centro de SP e este era um bom motivo para passear por lá.
Estava barato mesmo: compramos. E vestimos. Achamos legal, oras...
Todos passaram a nos cumprimentar pelo "noivado". Achei chic rs...
Elas eram beeeeem fininhas mesmo, e vivíamos tirando lasquinhas da pele, tal lamínula que eram.
Meu pai já não usava aliança há muuuuuito tempo - achava uma tremenda besteira, e incomodava. Minha mãe quase teve o dedo enforcado por aquilo! Conseguiu tirar com sabonete, e resolveu encostá-la.
Era uma época em que ela havia conhecido uma ourives e então decidimos: simbolicamente derretemos as alianças dos meus pais, juntamos com as nossas, e fizemos umas mais decentes que não nos arranhavam mais.
Baita aliança!!!! Via-se de longe! Aquela aliança não era mais de brincadeira de liquidação de Mappim, era de verdade!!! Terminada a faculdade, começamos a trabalhar... casamos.
Família feita, casa pronta, não é que fui assaltada e levaram minha bolsa com a aliança dentro? Senti mais pela bolsa, novinha!!! A aliança... sabe que nunca dei muita importância para isso? Ela sempre me pescou, nunca procurei por ela.
Até tentamos. Pegamos a dele, derretemos e fizemos 2 novas. Mal se via a diferença entre a original e a substituta...
Pouco tempo depois... despimo-nos delas em meio a lágrimas intermitentes. Guardamos.
Acho...
Ontem, sei lá pq, resolvi procurá-la.
Revirei a casa!!!
Não achei.
Poxa, não achei meeesmo!!! Nem sei quando a perdi.
Eu vejo o mundo a minha volta... tudinho planejado! Toda a vida afetiva planejada...
Cara... para mim, acho que foi circunstancial. Minhas decisões afloraram do momento, da experiência, sem dar a menor importância para os rituais ou para as convenções. E acho que por isso deu tudo certo.
Tudo muito certo. De nada me arrependo.
E eis que me vejo corretamente desprovida de alianças.
Para assim ser ou para, enfim, por outras ser atropelada.
Não me lembro de ter decidido ficar noiva, ou de ter decidido me casar. Eu sei que nós estávamos na faculdade, lendo o jornal, e vimos um super anúncio de ofertas de alianças no Mappim. Adorávamos passear no centro de SP e este era um bom motivo para passear por lá.
Estava barato mesmo: compramos. E vestimos. Achamos legal, oras...
Todos passaram a nos cumprimentar pelo "noivado". Achei chic rs...
Elas eram beeeeem fininhas mesmo, e vivíamos tirando lasquinhas da pele, tal lamínula que eram.
Meu pai já não usava aliança há muuuuuito tempo - achava uma tremenda besteira, e incomodava. Minha mãe quase teve o dedo enforcado por aquilo! Conseguiu tirar com sabonete, e resolveu encostá-la.
Era uma época em que ela havia conhecido uma ourives e então decidimos: simbolicamente derretemos as alianças dos meus pais, juntamos com as nossas, e fizemos umas mais decentes que não nos arranhavam mais.
Baita aliança!!!! Via-se de longe! Aquela aliança não era mais de brincadeira de liquidação de Mappim, era de verdade!!! Terminada a faculdade, começamos a trabalhar... casamos.
Família feita, casa pronta, não é que fui assaltada e levaram minha bolsa com a aliança dentro? Senti mais pela bolsa, novinha!!! A aliança... sabe que nunca dei muita importância para isso? Ela sempre me pescou, nunca procurei por ela.
Até tentamos. Pegamos a dele, derretemos e fizemos 2 novas. Mal se via a diferença entre a original e a substituta...
Pouco tempo depois... despimo-nos delas em meio a lágrimas intermitentes. Guardamos.
Acho...
Ontem, sei lá pq, resolvi procurá-la.
Revirei a casa!!!
Não achei.
Poxa, não achei meeesmo!!! Nem sei quando a perdi.
Eu vejo o mundo a minha volta... tudinho planejado! Toda a vida afetiva planejada...
Cara... para mim, acho que foi circunstancial. Minhas decisões afloraram do momento, da experiência, sem dar a menor importância para os rituais ou para as convenções. E acho que por isso deu tudo certo.
Tudo muito certo. De nada me arrependo.
E eis que me vejo corretamente desprovida de alianças.
Para assim ser ou para, enfim, por outras ser atropelada.
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domingo, 11 de agosto de 2013
Cor
"O tempo intelectualizado é espaço, a inteligência trabalha sobre o fantasma da duração, e não sobre a própria duração. A eliminação do tempo é o ato habitual, normal, banal de nosso entendimento. A relatividade de nosso conhecimento do espírito provém precisamente disso e, desde então, para passar da intelecção à visão, do relativo ao absoluto, não há que sair do tempo (já saímos dele), cabe, pelo contrário, reinserir-se na duração e recuperar a realidade na mobilidade que é a sua essência"
H Bergson - O Pensamento e o Movente
A caneta de ponta fina delineia os limites da imagem
minha imagem, bem delineada e exata.
Não basta...
Uma pincelada
a intensidade da cor é inesperada
a propagação vai além do pretendido.
Ahhhh que irrritante!!!!
Retorno ao local e tento consertar
Piora! O papel enruga
As fibras levantam
Pronta para desistir!!
Respiro fundo...
Observo
Não há que se impor a linha à realidade.
Não somos senhores da matéria...
Tudo tem seu tempo
As coisas seguem sua própria natureza.
Cabe a nós
ou aceitar e respeitar as cores,
seu tempo e seu fluxo
ou nos restringir ao desenho preciso
e incolor
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
Say Goodbye
ESTUPOR
esse súbito não ter
esse estúpido querer
que me leva a duvidar
quando eu devia crer
esse sentir-se cair
quando não existe lugar
aonde se possa ir
esse pegar ou largar
essa poesia vulgar
que não me deixa mentir
que Leminski me salve!
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sexta-feira, 3 de maio de 2013
Replay
"Pois a mesma prova tbém nós utilizaremos a respeito do Amor, de que ele é delicado. Não é com efeito sobre a terra que ele anda, nem sobre cabeças, que não são lá tão moles, mas no que há de mais brando entre os seres é onde ele anda e reside. Nos costumes, nas almas de deuses e de homens ele fez sua morada, e ainda, não indistintamente em todas as almas, mas da que encontre com um costume rude ele se afasta, e na que o tenha delicado ele habita." Platão - O Banquete
Como pude me esquecer disto?
Como pude me esquecer disto?
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