quinta-feira, 15 de julho de 2010

Wiegenlied

liebe
sagen in Ihrem Ohr
süße Walzer
Ferry, Wiegenlied Wiegenlied
Tauwetter
Schmelzpunkt, ein Sprung
für Herz

querido
digo no teu ouvido
valsa doce
balsa, berceuse, lullaby
degelo
ponto de fusão, um pulo
pro coração

domingo, 11 de julho de 2010

Loch Ness

If we meet by the lake
a heartache or less
a thousand years passed
midday
My lord or my word
I love you both
with care and fresh tales
a scent of tangerine
My old name, byzantine
written on the surface
of the monster's head

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Grão de amor

... e daqueles sonhos e planos, tudo desandou. O diploma com pele de carneiro exposto na parede da biblioteca, os livros e revistas científicas na estante, quarto com uma cama gigante... sapatos organizados, decoração cuidadosa, tuuuudo arrumadinho num degradée de cores similar ao estojo Carandache. Fim de semana no clube, a conversa... As palavras correm pela pista, passa pelos sorrisos de dentes perfeitos, pelos reflexos dos óculos escuros, na mesma intensidade que as imagens dos corpos perfeitos.
Não sinto o gosto de mais nada... minhas mãos estão frias.

BREAK!!!

Mas ainda receio que as pessoas passem por mim e que eu passe por elas como os reflexos dos óculos escuros. E me desculpe se assim faço com vc. Já nem sei mais se é hábito ou defesa. A minha doçura esconde meu olhar, e minhas palavras ariscas confundem o teu. Não é de propósito. É pura ingenuidade.

Rapte meu olhar. Encontre o que em mim se perdeu.

Eu acho que consigo te dar um mundo, aquele que sinto no teu beijo: cada estímulo das papilas traz o gosto do seu Ser. Assim saboreio tua alma e encharco de prazer. Quando percebe, experimenta a diversidade da sensibilidade do meu corpo, atendo-se aos ápices do potenciômetro: meus mamilos enrijecidos, a umidade quente que escorre pela perna que pedem por teus lábios. Sussurro teu nome e enlouquece. Vc me tem nas tuas mãos
... nas tuas mãos.

Agora, mergulhe em mim.

Como quero ser tua.

Quero Ser

Break

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Quadrados

Meu querido W,

Cada um tem seu quadrado. Circulamos por nossos quadrados com desenvoltura, aprendida e aperfeiçoada por anos de prática. E, de vez em quando, entramos em contato com outro quadrado; o olhar estranha ou espanta, o ouvido apura, pode até ser que o sangue mude de temperatura (esquente se for de prazer; gele se for de medo).
Tudo isso aconteceu comigo ontem, sweetie... seu quadrado é outro mundo...
Então meu sangue esquenta quando você me toca (e começa antes, com a musica da tua voz, o sol do teu olho, teu cheiro de pele de bebê), quando vc me beija e me penetra, nossos mundos se fundem, sinto o peso do teu corpo (o peso do teu mundo) e acho que começo a entender... Depois desentendo tudo, você se afastou. Cada qual voltou pro seu quadrado.
No meu quadrado, é normal o contraste entre a boca que fala e encanta e na outra ponta o cu de onde sai a merda. Percorro de um extremo a outro, é tudo da nossa natureza, não há choque. Enquanto a gente trepava e teu quadril colidia com o meu (mas gentil como uma facada) também os quadrados se chocando tentavam uma geometria inusitada. Realizada e improvisada.
Quando vc contava as aventuras no submundo noir, meu sangue gelava... de novo, o que é natural pra vc (e não é pra mim), transitar entre a superfície e a profundidade, o olho e a boca do mal. Uma outra imundície.
Então tua língua me abria e me trazia a tona, pra ver a espuma da noite e seus faróis...

Bj, te adoro, e não ligo se não entender

segunda-feira, 5 de julho de 2010

2. o amor maior do mundo

"You say you will love me if I have to go. You´ll be thinking of me, somehow I will know. Someday when I´m lonely, wishing you weren´t so far away, Then I´ll remember things we said today."
Lennon and McCartney

Foi o encontro naquele compasso. O tempo exato na cadência dos passos descompassados,
naquele ecto-espaço
E alí começou a nossa melodia, no nosso rítmo
Cada um segue seu caminho, mas a música fica no ar
E quando os deuses permitem,
entra pela porta da minha casa
arrebata-me com teu canto


Teu beijo precipita meu ponto de fusão
líquida, quente, te acolho
Dança na minha música
emerge a sabedoria que toca o espírito
e aperta... acaricia... espreme
contrai... juntinho
confunde nossos movimentos


É o amor maior do mundo
cego, desconhece que ao fixar, esvai
egoísta, não quer dividi-lo com ninguém
ciumento, teme perdê-lo
tolo, ignora o descompasso do tempo e espaço
mas é irremediável, implacável


Estóica, enxergo
Quanto maior se faz
mais em livre o transformo
... e mato um pouco de mim
a cada instante.

A FACA QUE CORTA

ERA UMA VEIS UMA
FACA QUE CORTOU
UMA CARNE
O SANGUE DA CARNE
SAIO IA ESCORRENDO
NA TABUA QUE DAVA
NA PIA
E O SANGUE
IA ESCORRENDO NO FUNDO DA PIA

ESTA POESIA É UMA DEDICATORIA A E... MINHA MAI