terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Blossoming

Com passinho de tartaruga,
percebe os pequenos gestos,
as frestas iluminadas
entre as vírgulas da rotina

atarefada
corrida,

sempre que te chamo



E eu te chamo sim =)
pra derreter seu gelo

E vou piano piano
não tenho pressa
nem metas

Só quero teu sorriso
entre as vírgulas da rotina

corrida
atarefada...

Ansiedade de Performance

As mulheres falam de tuuudo. E geralmente sobre homens, esta raça que imaginamos mil motivos por agirem de um jeito tão imprevisível, mas que em geral têm o mesmo motivo tosco: pau.

Estava conversando com uma amiga que reencontrou um ex-namorado depois de aaaanoooos!!!! O cara era louco por ela, queria casar e tudo, mas os desencontros prevaleceram. Ocorre que mora longe, e muito se comunicavam pelo telefone e internet durante os últimos anos.
Eis que chega o momento oportuno!
Aquela ansiedade, troca de msgs safadas, como uma preliminar à distância suuuper longa, em que o tesão vai ao infinito!
Barzinho... ela escorria pelas pernas... ele sempre alerta, explodindo! E vem a intimidade.
O cara mal começou, já explodiu, ela nem percebeu de tão rápido que foi.
Sem entender o que estava se passando, ela tentou de tudo para alertá-lo novamente. Fez todo o abcdário que uma mulher experiente conhece.. e nada. Como ela mesmo me disse, se ela não fosse segura como é, se sentiria um lixo. Desistiu para não ficar chato.

Isso em nada atrapalhou todo o carinho e tesão que ela sente por ele. Homens, acreditem, isso para nós não é importante!!!!! Mesmo para as que adoooram a prática, estes episódios não fazem diferença quando o cara nos diz alguma coisa. Mesmo que essa coisa seja bem pequena!!!

E até hoje espera a resposta dele. Sumiu! Desconversa sobre os planos que fizeram, inventa desculpas... Aquilo que já conhecemos qdo o cara não está mais afim.

A provável versão masculina checada com amigos: ansiedade de performance, tanta que fica muuuuito aquém do que gostaria, morre de vergonha, e ignora. Os homens engolem e ignoram as frustrações. Acho que vem do que escutam desde pequenininhos: "engole o choro! Homem não chora!!!"

E a versão feminina: como o cara muda tanto assim? Nem um telefonema... Era louco por mim, e some? Aproveitou-se de mim e se foi. Canalha. Já deve ter outra periguete. Eu realmente não significo NADA para ele.

kkkkkkkkkk

Que na maioria das vezes a gente não significa nada para eles, é fato. Mas muitas vezes nós nem os conhecemos direito e já colocamos um puta significado!
A regra é:
se rolou e o cara fez direitinho, ele sai satisfeito com a própria performance independente da mulher. Se for uma mulher por quem tem carinho, muito melhor - o ego fica ainda maior!
se a ansiedade para rolar era notória, ele queria mesmo, estava empolgado e o bicho falha (broxa ou tem uma precoce), foi ansiedade de performance.

Acreditem, mulheres, o cara estava realmente louco por vc! Mas a vergonha por achar que lhe decepcionou foi TANTA que ele some. Evita. Simples assim...

A vergonha é outra coisa que paralisa o homem. Faltou esta para Kant, além do medo e da preguiça.

Homens, deixem de bobagem pelamordedeus! Serenidade, confiança: sejam HOMENS!!!! Estes deslizes nada importam para nós. Continuamos amando, admirando, louca por vcs! Só queremos e precisamos de atenção. Nem que seja para dizer só "Bom dia". Não é muito, né? O que para vcs é gravíssimo e inesquecível a ponto de evitar contato, para nós é tão importante quanto quem foi o campeão da Libertadores em 2012

Salve 2014

Para um ano com mais tolerância
que se dissipe a cegueira que nos torna intolerante ao outro
assim como a que nos faz venerar a meia-verdade.

Que enfim enxerguemos que a opinião vazia nada vale.

É o primeiro passo para conhecer o que a TODOS nós afeta. E assim nos reinventar!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Up!

SAU
         DADE
                   DE VC 
                                      ! =|

Vamos melhorar esse astral ae vai! Mais sono, mais energia, mais td! 
Chega de descer e vamos começar a subir a escadaria. 

               =)
              !!!
        !!!
UP

Cum fé!
Bjbjbjbj

Kcia Athletica 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Meu Nepal nepaleiro...

Os nepaleses dizem que seu país é como a manteiga no sanduíche entre dois pães enormes: Índia e China. Teve um rei até 2008. Desde então, vive numa república sem constituição e sem fronteiras com a India.

Os partidos políticos são "financiados" pela Índia, o que torna Nepal um "puxadinho" com 12 milhões de indianos para 3 milhões de chineses e 30 milhões de nepalenses.

Lugar sem lei, lixo nas ruas não pavimentadas, rios como esgotos a céu aberto... E sem perspectiva de prazo para sua constituição, com tantos interesses externos provenientes do capital estrangeiro.

Resta.. Com um sorriso forçado, as gorjetas tanto para o cidadão quanto para os monumentos...

Povo manso.. A grande massa, o caminho complicado, suscita uma apatia perturbadora. (Não nos parece familiar?)

Mal da pós modernidade: tá difícil? Troca. Ignora.

Já ouvi tanto isso... Mas sou teimosa pacas: se acredito, insisto até o fim!

O duro é saber o limite. Mas que chega, chega. Há de chegar!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

1% de divorciados

Os casamentos por aqui são arranjados pelos pais. E só há 1% de divórcios.
O guia nos disse que os homens amam as esposas "muito bem" rs.. Haja vista as imagens do kama sutra junto aos deuses nos templos. Realmente são mto galantes por aqui.

A guia de Pequim nos falava sobre o primo, muito honesto e trabalhador, um bom homem machista. Quis dizer: ele não quer que a mulher trabalhe. Ou melhor: ele cuida muito bem da mulher, quer poupá-la do trabalho e a escuta, conversa, um bom companheiro.

De novo, aos valores...

O problema está em associar o valor do homem ao trabalho. Se for desigual, ou seja, se não for equivalente para homens e mulheres, ambos precisam pensar assim. Como minha guia de Pequim ou o meu guia de Nepal. Dá certinho. O homem respeita a mulher, mesmo ela sendo folgada, e ela mantém sua autoestima em dia, mesmo sendo folgada rs...

Já se o trabalho está associado ao valor dos homens E mulheres, o casal precisa pensar e valorizar o trabalho de ambos. E manter o trabalho em dia para manter sua autoestima.

O que muito ocorre nesta fase de transição - ainda! Aff! - é a incompatibilidade dos valores correspondentes ao homem e à mulher. Muit@s machistas se fazem de modern@s e na hora H mostram sua real face, gerando um problema de autoestima violento que é ainda pior do que achar o outro folgado.

De novo, valores...
Fundamental enxergar para, de novo, aceitar o outro.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Ahhh que bom acessar o blog de novo! Até da encrenca do FB senti falta. Não tem jeito: o proibido atiça. É tudo uma balança, e neste caso o MEDO paralisa.

Estamos num hotel super discrepante com o entorno: belo, com mta luz, mtos turistas e... Mtos monges!!!!!

Num lugar em que o povo se aperta nas "coletivos" no meio do trânsito caótico nas ruas semi-pavimentadas, os monges andam nas vans confortáveis com calefação.

Muitas motos, mta gente esperando transporte em áreas habitualmente determinadas já que não há "ponto de ônibus", com o olhar exausto do dia de trabalho e intempéries - como em SP.

E os monges... com o confortável "ar de serenidade" rs...

Alguma coisa não combina... Ou eu é que estou torta por misturar valores diversos, sei lá.

Aliás...

As lendas hinduistas e budistas são muuuito loucas! De semelhante, só o Bem e o Mal ou Paraíso e Inferno, e os rituais para pedir proteção e boa sorte. E haaaaja ritual. Quanto mais difícil, mais especial.
Como o cashmere. Se a lã vem do pescoço do animal, é muito mais valiosa do que a que vem da barriga. O pescoço é menor e mais macio.

Entretanto...

A China copia a mesma maciez do cashmere mais raro e caro kkkkk
E tem gente que acha que basta participar de um ritual raro, como ver a deusa kumari que dificilmente aparece aos súditos, que terá seus desejos realizados rs

Tem coisa que não combina por aqui...

Qual o "valor" de alguém, monge ou não, que passa pelo porteiro e nem olha p cara dele?
Qual o valor de um cashmere: falso, do pescoço ou da barriga do animal? Pelas qualidades do tecido? Ou pela origem?
Qual o valor de um ritual para os deuses assim considerados por uma cadeia de razões tão absurda?

E por fim o quanto isso importa se os monges preparam uma bela cerimônia em que nos sentimos bem ao obedecer todos os rituais e até pedidos fazemos, aquecidos com uma pashmina macia e quentinha?

Ou seja: TUDO é invenção da nossa cabeça, inclusive a cadeia de razões ou significados e símbolos que criamos para valorar isso ou aquilo. Por uma necessidade comum a qualquer ser humano: a de preencher espaços vazios. E a de julgar para melhor escolher.

Por que é tão difícil simplesmente aceitar?
Estou aprendendo... Às duras penas, mas cum fé!