Pascal: "Les hommes sont si nécessairement fous que ce serait être fou par un autre tour de folie de n’être pas fou’. (...) Il faut faire l’histoire de cet autre tour de folie, de cet autre tour par lequel les hommes, dans le geste de raison souveraine qui enferme leur voisin, communiquent et se reconnaissent à travers le langage sans merci de la nonfolie...”
Mostrando postagens com marcador aferência auditiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aferência auditiva. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Plenitude
É muito engraçado este sentimento,
completamente desinteresseiro
Não paga minhas contas
Não troca as lâmpadas queimadas
Não conserta torneiras
nem troca pneus
Totalmente inútil…
Mas basta sentir teu cheiro,
o calor no corpo,
o olhar que abre as portas do meu lar..
que o mundo se despe de toda sua utilidade
e transcende, lança-me
nas ondas da energia infinita do universo
com vc, eu sou infinita e universalmente
plena.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
"Estamos em construção para melhor servir"
Como reaprender a navegar por mares em que quase me afoguei?
Como não cair naquele embate da rotina diária em que
1. alguma bobagem no outro invariavelmente acaba nos irritando: "não deixe o jornal espalhado pela casa!"
2. temos a necessidade inexplicável de ver tudo arrumadinho!! E estamos cansados de arrumar todos os dias - pô, como o cara não percebe?!?!
3. então pedimos, já com ódio pq o cara não percebeu: "será que vc poderia deixar o jornal arrumado depois de lê-lo?"
4. o cara percebe a irritação com que falamos, obedece forçado (mas PRA QUE arrumar o jornal se ela nem vai ler? Ou, qual a diferença de lê-lo na ordem?)
5. se arrumou forçado, sem entender o motivo para fazê-lo, óbvio que depois da 2 ou 3 vez, não mais o fará.
6. aí ela vai ficar com o ódio guardado Até voltar para o número 2
7. agora, ele, de saco cheio, faz que escuta mas nem está aí…
Bom, este é o início. As coisas se repentem de ambos os lados por causa do embate da rotina diária em que alguma bobagem no outro invariavelmente acaba nos irritando.
Dali a pouco, esta indisposição para escutar o outro se espalha por todos os cantos.
Um "aham!" para o que nem registrou
Um "eu sei!" sem saber
Um "tá." sem estar
… um silêncio tenso, repleto de informações e frustrações engolidas pelo travesseiro.
Aí vem a vontade de dormir… para tudo enfiar, cada vez mais, sob os lençóis. Aquilo fica tão "povoado" que não deixa mais espaço para o tesão e o calor gostoso do corpo amado.
E… sabe o que é mais interessante? Tudo, mas tudo, tem a ver com a primeiríssima rusga. Um é organizado e o outro não se importa com a bagunça. Um gosta de sair e o outro de ficar em casa. Um é agilizado e o outro deixa para depois. Um gosta de mandar e o outro faz que obedece.
Neste momento, a ausência não acentua estas diferenças e traz a saudade. Ou, o "cada um no seu canto" faz com que saibamos e respeitemos aquela casa que não é nossa, e esconde a mania do outro. E a saudade aumenta o fogo e abafa a intolerância.
Mas não dá para dizer que a ausência faz bem.
Queremos mais, sempre mais:
Mais perto!
Mais tempo!
Junto! Grudado!
No silêncio, na palavra, no céu estrelado, nos dias de chuva
O caminho…
Não sei!
Talvez seja a disposição para acolher a diferença que o outro traz na nossa vida. E tentar!
Arrumar junto, bagunçar junto, fazer junto, deixar para depois junto..
Perguntar para si mesmo, a cada embate:
- qual a consequência da bagunça?
- qual a consequência do atraso?
- qual a necessidade de sair? Ou de ficar em casa?
é só.. parar para pensar um pouquinho na real necessidade daquele empacamento, para quem vai respingar as consequencias, quem vai pagar por isso, e se isso realmente importa.
Serenidade..
Paciência..
Tolerância..
Acolhimento..
Ternura.
Tudo isso para manter a cama limpa,
Faminta
Sagrada
Como não cair naquele embate da rotina diária em que
1. alguma bobagem no outro invariavelmente acaba nos irritando: "não deixe o jornal espalhado pela casa!"
2. temos a necessidade inexplicável de ver tudo arrumadinho!! E estamos cansados de arrumar todos os dias - pô, como o cara não percebe?!?!
3. então pedimos, já com ódio pq o cara não percebeu: "será que vc poderia deixar o jornal arrumado depois de lê-lo?"
4. o cara percebe a irritação com que falamos, obedece forçado (mas PRA QUE arrumar o jornal se ela nem vai ler? Ou, qual a diferença de lê-lo na ordem?)
5. se arrumou forçado, sem entender o motivo para fazê-lo, óbvio que depois da 2 ou 3 vez, não mais o fará.
6. aí ela vai ficar com o ódio guardado Até voltar para o número 2
7. agora, ele, de saco cheio, faz que escuta mas nem está aí…
Bom, este é o início. As coisas se repentem de ambos os lados por causa do embate da rotina diária em que alguma bobagem no outro invariavelmente acaba nos irritando.
Dali a pouco, esta indisposição para escutar o outro se espalha por todos os cantos.
Um "aham!" para o que nem registrou
Um "eu sei!" sem saber
Um "tá." sem estar
… um silêncio tenso, repleto de informações e frustrações engolidas pelo travesseiro.
Aí vem a vontade de dormir… para tudo enfiar, cada vez mais, sob os lençóis. Aquilo fica tão "povoado" que não deixa mais espaço para o tesão e o calor gostoso do corpo amado.
E… sabe o que é mais interessante? Tudo, mas tudo, tem a ver com a primeiríssima rusga. Um é organizado e o outro não se importa com a bagunça. Um gosta de sair e o outro de ficar em casa. Um é agilizado e o outro deixa para depois. Um gosta de mandar e o outro faz que obedece.
Neste momento, a ausência não acentua estas diferenças e traz a saudade. Ou, o "cada um no seu canto" faz com que saibamos e respeitemos aquela casa que não é nossa, e esconde a mania do outro. E a saudade aumenta o fogo e abafa a intolerância.
Mas não dá para dizer que a ausência faz bem.
Queremos mais, sempre mais:
Mais perto!
Mais tempo!
Junto! Grudado!
No silêncio, na palavra, no céu estrelado, nos dias de chuva
O caminho…
Não sei!
Talvez seja a disposição para acolher a diferença que o outro traz na nossa vida. E tentar!
Arrumar junto, bagunçar junto, fazer junto, deixar para depois junto..
Perguntar para si mesmo, a cada embate:
- qual a consequência da bagunça?
- qual a consequência do atraso?
- qual a necessidade de sair? Ou de ficar em casa?
é só.. parar para pensar um pouquinho na real necessidade daquele empacamento, para quem vai respingar as consequencias, quem vai pagar por isso, e se isso realmente importa.
Serenidade..
Paciência..
Tolerância..
Acolhimento..
Ternura.
Tudo isso para manter a cama limpa,
Faminta
Sagrada
Marcadores:
abismo,
aferência auditiva,
descoberta,
filosofia
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Eter n idade
Parecia tudo muito difícil.
Voltar a dividir meu tempo, a compartilhar meus momentos, a ter a coragem e liberdade de pedir um favor…
Ou ainda, que nem fosse necessário pedir um favor - que, de repente, viesse uma solução em conjunto.
Eu desejava
Eu realizava
Eu necessitava
Eu descobria
Eu… me bastava (?)
Mas não sei que desvio foi esse em que me meti que, numa fração do olhar, tudo, mas tudo mudou.
Incrivelmente não divido meu tempo. Ele, simplesmente, flui! É só a vontade de ficar junto, que o mundo se faz - e de um jeito nada planejado. Cada compromisso se torna uma aventura. Um mergulho neste mundo que se faz dos nossos momentos - descubro (relembro) uma palavra, um olhar, um sonho, um pensamento..
Desejamos juntos
Realizamos juntos
Necessitamos o mesmo - básico é luxo!
Descobrimos juntos
Pasme, nos bastamos. E agregamos. Cada vez mais. Um mundo!!
O primeiro ano de uma eternidade =)
Voltar a dividir meu tempo, a compartilhar meus momentos, a ter a coragem e liberdade de pedir um favor…
Ou ainda, que nem fosse necessário pedir um favor - que, de repente, viesse uma solução em conjunto.
Eu desejava
Eu realizava
Eu necessitava
Eu descobria
Eu… me bastava (?)
Mas não sei que desvio foi esse em que me meti que, numa fração do olhar, tudo, mas tudo mudou.
Incrivelmente não divido meu tempo. Ele, simplesmente, flui! É só a vontade de ficar junto, que o mundo se faz - e de um jeito nada planejado. Cada compromisso se torna uma aventura. Um mergulho neste mundo que se faz dos nossos momentos - descubro (relembro) uma palavra, um olhar, um sonho, um pensamento..
Desejamos juntos
Realizamos juntos
Necessitamos o mesmo - básico é luxo!
Descobrimos juntos
Pasme, nos bastamos. E agregamos. Cada vez mais. Um mundo!!
O primeiro ano de uma eternidade =)
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Dança do tempo e espaço
Sim, perdido em algum tempo, estava Aquele Espaço!
Fui com minha mãe, um lugar colorido cheio de gente pra lá e pra cá, rampas e corrimões que desenhavam curvas entre os dois andares, e a área central cheeeeia de frutas. E eu adorava aquele cheiro de nectarina…
Eu gostava mesmo dos corredores inferiores: linguiças penduradas, castanhas, nozes, avelãs, azeitonas coloridas… Os queijos, enooormes! Meu pai adorava os furadinhos.
Aquele seria um dia de festa =)
Eu avistava aquele senhor sério por trás da caixa registradora, do balcão. NUNCA falaria com ele, aff que medo!!!
E aparece aquele magricela
cabelos beeeeeem pretos, nariz afilado, compriiiiiidooooo… Deliciosamente desengonçado entre os laticínios, sorriso solto,
Questo ragazzo è un polichinelo!!!
PoLIniZavA alegria…
Menina, de mãos dadas com minha mãe e com medo de me perder naquela multidão, encantava-me a imagem…
O tempo passou, mas em algum lugar aquele momento ficou registrado.
A sucessão de imagens do dia a dia no descompasso do tempo nos mesmos espaços:
Largo de Pinheiros, Rua Morás, Francisco Leitão, Cardeal Arcoverde, Teodoro Sampaio, Ilha, Mambo… Estendia-se para o Hospital do Cotoxó, Afonso Bovero…
E os (des)compassos dos encontros no mesmo tempo: namoro, noivado, casamento, filhas, gatocachorropapagaio…
… a dor dos desencontros
E enfim seu espaço no meu tempo num golpe de vista! Oportuno instante!
Nem tão alegre assim, o olhar e os gestos delineados e salpicados com o pesar das dores e desencantos que pululam com o dia a dia.
Encantou-se com minha imagem de menina voraz e faminta daquele tempo, que em algum lugar se desenhou em vc.
Sim, vc me resgatou!
Então, perdido em alguma lacuna do tempo, estava aquele album de fotografias que trombou em vc. Abençoado acaso que o trouxe então ao meu espaço! Folheio as imagens, o senhor sério, a aura, o cheiro de nectarina, o tempo…
… polichinelo
Sim, meu amor, eu te resgatei!
Agora, sintonizados no mesmo compasso!
Nunca mais me perco de vc =)
Fui com minha mãe, um lugar colorido cheio de gente pra lá e pra cá, rampas e corrimões que desenhavam curvas entre os dois andares, e a área central cheeeeia de frutas. E eu adorava aquele cheiro de nectarina…
Eu gostava mesmo dos corredores inferiores: linguiças penduradas, castanhas, nozes, avelãs, azeitonas coloridas… Os queijos, enooormes! Meu pai adorava os furadinhos.
Aquele seria um dia de festa =)
Eu avistava aquele senhor sério por trás da caixa registradora, do balcão. NUNCA falaria com ele, aff que medo!!!
E aparece aquele magricela
cabelos beeeeeem pretos, nariz afilado, compriiiiiidooooo… Deliciosamente desengonçado entre os laticínios, sorriso solto,
Questo ragazzo è un polichinelo!!!
PoLIniZavA alegria…
Menina, de mãos dadas com minha mãe e com medo de me perder naquela multidão, encantava-me a imagem…
O tempo passou, mas em algum lugar aquele momento ficou registrado.
A sucessão de imagens do dia a dia no descompasso do tempo nos mesmos espaços:
Largo de Pinheiros, Rua Morás, Francisco Leitão, Cardeal Arcoverde, Teodoro Sampaio, Ilha, Mambo… Estendia-se para o Hospital do Cotoxó, Afonso Bovero…
E os (des)compassos dos encontros no mesmo tempo: namoro, noivado, casamento, filhas, gatocachorropapagaio…
… a dor dos desencontros
E enfim seu espaço no meu tempo num golpe de vista! Oportuno instante!
Nem tão alegre assim, o olhar e os gestos delineados e salpicados com o pesar das dores e desencantos que pululam com o dia a dia.
Encantou-se com minha imagem de menina voraz e faminta daquele tempo, que em algum lugar se desenhou em vc.
Sim, vc me resgatou!
Então, perdido em alguma lacuna do tempo, estava aquele album de fotografias que trombou em vc. Abençoado acaso que o trouxe então ao meu espaço! Folheio as imagens, o senhor sério, a aura, o cheiro de nectarina, o tempo…
… polichinelo
Sim, meu amor, eu te resgatei!
Agora, sintonizados no mesmo compasso!
Nunca mais me perco de vc =)
Marcadores:
aferência auditiva,
aferência visual,
experimentações
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Resilient eyes
I remember when I first met you.
I'd heard a lot about you: a young and talent surgeon.
You were at the operating room.
I saw your eyes…
Kind and sweet eyes.
And so you are.
Kind, sweet, generous and peaceful
Peaceful…
Placid
Harmonious
Life bring us surprises
Astonished surprises
And still keep your kind and sweet eyes
Resilient eyes
I'd heard a lot about you: a young and talent surgeon.
You were at the operating room.
I saw your eyes…
Kind and sweet eyes.
And so you are.
Kind, sweet, generous and peaceful
Peaceful…
Placid
Harmonious
Life bring us surprises
Astonished surprises
And still keep your kind and sweet eyes
Resilient eyes
(And I seem to brake like glass)
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Para meu homem Bom
Um dia, eu pedi
já no meio da floresta selvagem
naquela clareira que pude encontrar,
num suspiro,
numa fração de segundos
para não deixar a peteca cair
um homem Bom!
como se fosse simples.
Alguém que não tivesse vergonha de amar
alguém que não tivesse um orgulho ilusório
um simples Bom homem
como se fosse possível.
E vc me arrebatou
com sua pureza,
bondade,
humildade honesta na justa medida
como eu, não tem receio de ser
TRANSPARENTE
Que graça é esta?
como posso merecer…
… acho que merecemos sim.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Eis que você é você!
Ah, é sempre assim…
Eu consigo até imaginar a porta escura que se abre,
eu entro em câmara lenta,
o tempo pára um segundinho,
a música abafa,
teu olhar percorre meu corpo,
entra na minha alma e… algo te diz:
"é ela!!!"
Rapidinho já me infiltro no som, o corpo se confunde com as ondas sonoras e luminosas. A meia-luz e a multidão me escondem…
Teu olhar me procura. Agora, meio inconsciente, começo a perceber. Algo me direciona a você. Encontra e me enlaça!
Não nos desgrudamos mais! Bom, muito bom!
Já sabia.
Teu lugar ao meu lado todo o tempo. Só que você ainda não tinha ocupado.
Que bom que você é você!!!
Religião
Em tempos de guerra por uma terra santa,
uma batalha no mundo das opiniões, em geral, vazias e tremendamente parciais,
em que o bombardeio de uma escola da ONU torna-se mais uma ferramenta para manipular o senso comum,
deparei-me com esta canção
Não fui criada com crença alguma, além da Ciência.
Estas "Histórias" realmente não me dizem nada. Mas acho um absurdo um pedaço de terra valer mais do que o Outro, mesmo com toda a raiz-santa que a polinize.
Como somos mais generosos com a Humanidade quando amamos..
Como ficamos desprendidos..
De nada vale a simbologia em torno de uma santidade que acaba se tornando motivo de guerra e violência.
NADA que nos é imposto vale tanto quanto aquilo que brota do amor que embala nossos corações. Esta sim é a verdadeira Religião.
Esta é desperta pelo amor ao Outro, sim!
O Outro nos faz Bem. Um Bem imanente, infinitamente gigante. Deus dos homens.
A Este reverencio. Sem nunca ter tido qualquer ensinamento religioso ou doutrinação.
Este Deus ou, este Amor ao Outro é que falta nestes povos que dizem lutar por sua religião.
uma batalha no mundo das opiniões, em geral, vazias e tremendamente parciais,
em que o bombardeio de uma escola da ONU torna-se mais uma ferramenta para manipular o senso comum,
deparei-me com esta canção
Não fui criada com crença alguma, além da Ciência.
Estas "Histórias" realmente não me dizem nada. Mas acho um absurdo um pedaço de terra valer mais do que o Outro, mesmo com toda a raiz-santa que a polinize.
Como somos mais generosos com a Humanidade quando amamos..
Como ficamos desprendidos..
De nada vale a simbologia em torno de uma santidade que acaba se tornando motivo de guerra e violência.
NADA que nos é imposto vale tanto quanto aquilo que brota do amor que embala nossos corações. Esta sim é a verdadeira Religião.
Esta é desperta pelo amor ao Outro, sim!
O Outro nos faz Bem. Um Bem imanente, infinitamente gigante. Deus dos homens.
A Este reverencio. Sem nunca ter tido qualquer ensinamento religioso ou doutrinação.
Este Deus ou, este Amor ao Outro é que falta nestes povos que dizem lutar por sua religião.
Marcadores:
aferência auditiva,
descoberta,
filosofia
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Colcha de retratos
Agora, amor, deixe por minha conta
Vou pegar cada pétala que aflora do que tenho de mais puro e singelo
O fio do meu bem querer, delicado e resistente,
costura uma a uma,
para a colcha de retratos de cada momento que vivemos -
macio, quentinho, aconchegante, pleno!
Vou te revestir com este manto:
nada, nada mais te entristecerá
não tema,
estou grudadinha em vc =)
Tempos de Tsunami
"Assim que te vi entrar, eu soube: 'é ela!'"
De algum modo, este encanto nos enrosca.
E não sai da cabeça se o enrosco trouxe o encanto ou se o encanto trouxe o enrosco.
Dado que foi o primeiro encontro de fato, também o encanto agora já posto, espaaaalha…
… teria sido um enrosco de outras encarnações?
… um sonho?
… uma premonição?
Desta vida ainda, só posso dizer que, quando ocorre,
melhor se preparar para…
tempos de tsunami!!!!
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Remoto Controle
6:00 - Toca o despertador
6:30 - Café com banho tomado
7:00 - Tranca a porta da casa
7:05 - Subsolo
7:10 - Aciona o controle do portão da garagem
7:11-40 - Carros, carros, velocímetro, túnel, carros, semáforo, pedestre, carros, céu, arranhacéu, carros, nuvens, carros, semáforo, portão
7:41 - Manobrista
7:45 - Porta da sala
7:46 - Mala ajeitada, escrivaninha, caneta, papel
… papel, papel, fulano, fulana, papel, caneta, números, letras, 19 graus, uma janela…
12:30-13:30 - De pé, café, estômago…
p a u s a p e r m i t i d a
13:31-41 - De pé, à pé, calçada, asfalto, calçada, pernas, cintos, camisas
sombra
13:45 - Porta da sala,
Mala já ajeitada, escrivaninha, caneta, papel
… papel, papel, fulano, fulana, papel, caneta, números, letras, 19 graus, uma janela…
18:00 - De pé, mala aberta, escrivaninha arrumada
18:001 - Porta para o hall do elevador
18:01 - Manobrista
18:10-19:30 - Carros, carros, velocímetro, túnel, carros, semáforo, celular, pedestre, carros, céu, arranhacéu, carros, nuvens, carros, semáforo, portão
19:30 - Aciona o controle do portão da garagem
19:38 - Abre a porta do elevador, mala, chaves
19:40 - Destranca a porta da casa
19:41 - Mala largada no chão, tira os sapatos, controle remoto...
Meu amor, cadê você?!?!
Não acorda, não tem ninguém ao lado.
Marcadores:
?,
aferência auditiva,
aferência visual,
desabafo,
descoberta,
espanto,
filosofia,
poemas
terça-feira, 13 de maio de 2014
Fênix
Por vezes uma melodia triste se instala na nossa alma...
Mas..
Mas..
Ao abrirmos as janelas da percepção,
encontra-se a sutileza das linhas melódicas
Uma beleza singela que arrepia.
Aos poucos,
o aroma se faz encantado
O corpo flutua…
baila…
A rua inteira a levitar
Devagarinho retomamos as sensações
… nunca tão belas =)
Marcadores:
abismo,
aferência auditiva,
experimentações
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Harmonia celestial
"In physics, the n-body problem is an ancient, classical problem[1] of predicting the individual motions of a group of celestial objects interacting with each other gravitationally."
Nem dá para imaginar a sequencia de fórmulas e letras esquisitas no meio das palavras… Junto com a citação de um cara chamado Poincaré. Eu já meio que entendi que qdo este nome está no meio de um monte de teorias.. a coisa é punk. Bem punk. Como disse uma amiga matemática, Rock'n Roll!!!!!
- nem consigo imaginar o que seja…
Enfim…
Isto, ao meu ver, caracteriza a dificuldade teórica que temos ao tentar prever a harmonia entre seres diferentes. Ou, a chegada de um "corpo estranho" numa dinâmica social familiar pré-estabelecida.
Por vezes batemos tanto, mas tanto nesta tecla que empacamos.
Desconsideramos a força da Natureza que consegue sim estabelecer uma harmonia entre os corpos celestes.
Entre os seres humanos… cada um com suas convicções, desejos, aspirações, características tão, mas tão diversas… Acho que algo sempre pode nos pegar de surpresa:
Vai chegando devagarinho ao som da melodia,
emitindo pseudópodes que encontram as pequenas frestas
naquela esfera antes hermética
pseudohermética!!!
De repente percebemos o rearranjo,
a harmonia entre os corpos celestes
Como pode ser tão natural?!?!?!
Do pai dos ignorantes desesperados por uma resposta rápida, Wikipedia...
Nem dá para imaginar a sequencia de fórmulas e letras esquisitas no meio das palavras… Junto com a citação de um cara chamado Poincaré. Eu já meio que entendi que qdo este nome está no meio de um monte de teorias.. a coisa é punk. Bem punk. Como disse uma amiga matemática, Rock'n Roll!!!!!
Enfim…
Isto, ao meu ver, caracteriza a dificuldade teórica que temos ao tentar prever a harmonia entre seres diferentes. Ou, a chegada de um "corpo estranho" numa dinâmica social familiar pré-estabelecida.
Por vezes batemos tanto, mas tanto nesta tecla que empacamos.
Desconsideramos a força da Natureza que consegue sim estabelecer uma harmonia entre os corpos celestes.
Entre os seres humanos… cada um com suas convicções, desejos, aspirações, características tão, mas tão diversas… Acho que algo sempre pode nos pegar de surpresa:
Vai chegando devagarinho ao som da melodia,
emitindo pseudópodes que encontram as pequenas frestas
naquela esfera antes hermética
pseudohermética!!!
De repente percebemos o rearranjo,
a harmonia entre os corpos celestes
Como pode ser tão natural?!?!?!
Marcadores:
abismo,
aferência auditiva,
descoberta,
entre o céu e a terra,
espanto
domingo, 13 de abril de 2014
(en)canto
Aaahh meu amor,
se soubesse o encanto
do teu canto
ao pé do meu ouvido
Quase mudo,
menos que um sussurro
Ondas… partículas… colapsam na magia
Aquele que escuto
quando as janelas da nossa alma escancaram
Aquele que escuto
qdo chego pertinho do teu peito
para sentir a ressonância da frequência cardíaca
quase em uníssono
E que surge só com a entrega
com a espera insana
do encontro
Cuida-me.
Espera, que volto já...
Marcadores:
aferência auditiva,
experimentações,
poemas
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Inspiração
Quem dera confiasse...
O receio de que a merda retorne é fato
Mas…
A vida é uma só e passa rápido, bem rápido
Existe um caminho sim. Sempre há! Posso te mostrar,
Quem dera confiasse...
O receio de que a merda retorne é fato
Mas…
A vida é uma só e passa rápido, bem rápido
Existe um caminho sim. Sempre há! Posso te mostrar,
Quem dera confiasse...
Filme fofo =)
Marcadores:
aferência auditiva,
aferência visual,
poemas
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Bizzarre Love
Tem cenas que não saem da memória…
Quando sofria para entrar numa balada, sempre achando que me barrariam na portaria, acho que aquilo tudo tinha outro sabor!
Ainda poucos na pista,
Tudo azul, piscando muito. Eu e minhas amigas numa rodinha
Sempre tinha uma mais descolada que ensinava uns passinhos para as outras. E este som era diferente!
O som que acompanhava o pisca-pisca azul.
Futuresco.
Fresco.
Leeeeeveeee…
Displicente…
Ingênuo…
como deveria ser
E como pode esta música ganhar meu espírito
Futuresco.
Fresco.
Leeeeeeveeee...
Displicentemente
consciente.
Quando sofria para entrar numa balada, sempre achando que me barrariam na portaria, acho que aquilo tudo tinha outro sabor!
Ainda poucos na pista,
Tudo azul, piscando muito. Eu e minhas amigas numa rodinha
Sempre tinha uma mais descolada que ensinava uns passinhos para as outras. E este som era diferente!
O som que acompanhava o pisca-pisca azul.
Futuresco.
Fresco.
Leeeeeveeee…
Displicente…
Ingênuo…
como deveria ser
Passaram-se 20 anos!!!!!!
E como pode esta música ganhar meu espírito
Futuresco.
Fresco.
Leeeeeeveeee...
Displicentemente
consciente.
Sim, te amo
mas tá foda.
segunda-feira, 24 de março de 2014
matematicando
De um matemático pop!!
Russo, prof da Califórnia
Não sou uma expertise no assunto, esse cara pode ser um sofista até…
… mas como um bom russo, escreve pra caramba!!!
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2014/03/1428922-sera-o-universo-uma-simulacao.shtml
Russo, prof da Califórnia
Não sou uma expertise no assunto, esse cara pode ser um sofista até…
… mas como um bom russo, escreve pra caramba!!!
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2014/03/1428922-sera-o-universo-uma-simulacao.shtml
quinta-feira, 20 de março de 2014
Radio-terapia: saber amar
Com o passar do tempo, ou a gente passa a acreditar mais em deus ou espírito, ou…
… passamos a escutar mais a voz do inconsciente.
Infelizmente não fui agraciada pelo dom da Fé. Resta-me a massa cinzenta, e o que ela escolhe para seguir. Assim, tento sempre me valer da sensação de epifania ou, simplesmente, a sensação de enxergar o Belo, ou ainda, o prazer de vivenciar "o universo num grão de areia". Tem gente que fala que isso é coisa de Deus - a graça, a contemplação… Para mim, é a coincidência que nos informa o que o inconsciente já captou há muuuuuito tempo mas que nossa pobre consciência ainda não tinha se dado conta.
Um destes momentos que me trazem mto prazer, conhecimento, então uma reinvenção de mim mesma, é o trânsito: estou obrigatoriamente sozinha, não posso fazer mais nada além de dirigir e escutar música.
E aí, o comecinho de uma determinada música (como o Beethoven do post anterior rs) já anuncia que aí vem conversa:
… passamos a escutar mais a voz do inconsciente.
Infelizmente não fui agraciada pelo dom da Fé. Resta-me a massa cinzenta, e o que ela escolhe para seguir. Assim, tento sempre me valer da sensação de epifania ou, simplesmente, a sensação de enxergar o Belo, ou ainda, o prazer de vivenciar "o universo num grão de areia". Tem gente que fala que isso é coisa de Deus - a graça, a contemplação… Para mim, é a coincidência que nos informa o que o inconsciente já captou há muuuuuito tempo mas que nossa pobre consciência ainda não tinha se dado conta.
Um destes momentos que me trazem mto prazer, conhecimento, então uma reinvenção de mim mesma, é o trânsito: estou obrigatoriamente sozinha, não posso fazer mais nada além de dirigir e escutar música.
E aí, o comecinho de uma determinada música (como o Beethoven do post anterior rs) já anuncia que aí vem conversa:
música da vida toda, sempre despercebida, parte da rotina, que de repente nos toca!!!
E é isso aí!
Paralamas disse tudo!
E é isso aí!
Paralamas disse tudo!
quinta-feira, 13 de março de 2014
Parsley, sage, rosemary and thyme
Hey!
Are you going to $%*ˆ&%@?
Remember me to one who works IN there
Tell him to find me an acre of land
between heaven and hell
And to fight for our cause
not to leave it behind
Remember him
I'm here
… won't leave us behind
Are you going to $%*ˆ&%@?
Remember me to one who works IN there
Tell him to find me an acre of land
between heaven and hell
And to fight for our cause
not to leave it behind
Remember him
I'm here
… won't leave us behind
segunda-feira, 10 de março de 2014
Res-res-posta ao Tempo
Dizeres de um querido amigo professor de Direito que acaba de perder o pai
"o problema da relacao medico/familiares lembra a do presidiario com a liberdade...os famliares tem todo tempo do mundo a pensar no problema do seu unico paciente, para quem dedicam toda atencao. o mundo para e eh so eles e o paciente.
Será?
Trabalha-se aí o tempo como prazo. Um tempo linear, corrido, segundo a segundo, cronometrado, chronos. Ele interpela nossa vida, nela ocupa um espaço, tem um fim. Como se nossa vida fosse composta por pecinhas de lego.
T0.. T1.. T2………. Tfim
Espera-se que nos situemos neste tempo de qualquer jeito, dado que ele termina. E supõe-se que ao final deste tempo, estaremos aí sim sujeitos ao abismo inusitado da liberdade.
Fim posto… VIDA!!!
Néassimnão!!!!!
O próprio tempo da vida é limitado, oras. Se assim enxergarmos, basta nascer para morrer e fim.
Oxe… Pára com iiiiisssssooooo!!!!!!!
De novo, a Resposta ao Tempo
As poesias, as músicas, SEMPRE nos ensinando por nos fazer sentir a sensação dos dizeres…
"A vida é assim, querido. Sabemos, sempre soubemos.
Mas não podemos ficar reféns do tempo.
Confie na vida!!!! Ela é grandiosamente infinita no que nos oferta, e nos proporciona coisa muito boa sim: o inesperado, novas sensações, conhecimento, inclusive a dor - por que não?
O lance é dar a volta por cima e montar no tempo! Tomar as rédeas dele, torná-lo sempre oportuno - kairós.
Uma amiga um dia perguntou: 'quando chegar a sua hora, estará exausto ou saciado?'
Respondi: 'Porra, nem um nem outro! Estarei s e d e n t a! Inclusive para saber como é esse tal desse grande mistério que TODOS passarão mas ninguém conta como foi. Diacho de pergunta sem pé nem cabeça, sô!!!'
(O tempo chronos, ) No fundo é uma eterna criança
que não soube amadurecer,
Eu posso, ele não vai poder
me esquecer"
Abrir-nos à aventura da vida a cada instante, kairós, eleva nosso tempo à enésima potência toujours
Oh yeah!!!
"o problema da relacao medico/familiares lembra a do presidiario com a liberdade...os famliares tem todo tempo do mundo a pensar no problema do seu unico paciente, para quem dedicam toda atencao. o mundo para e eh so eles e o paciente.
o presidiario tem todo tempo do emprisionamento para pensar no tempo que (nao) passa, no agente, no estar fechado, na fuga, na liberdade…"
Será?
Trabalha-se aí o tempo como prazo. Um tempo linear, corrido, segundo a segundo, cronometrado, chronos. Ele interpela nossa vida, nela ocupa um espaço, tem um fim. Como se nossa vida fosse composta por pecinhas de lego.
T0.. T1.. T2………. Tfim
Espera-se que nos situemos neste tempo de qualquer jeito, dado que ele termina. E supõe-se que ao final deste tempo, estaremos aí sim sujeitos ao abismo inusitado da liberdade.
Fim posto… VIDA!!!
Néassimnão!!!!!
O próprio tempo da vida é limitado, oras. Se assim enxergarmos, basta nascer para morrer e fim.
Oxe… Pára com iiiiisssssooooo!!!!!!!
De novo, a Resposta ao Tempo
As poesias, as músicas, SEMPRE nos ensinando por nos fazer sentir a sensação dos dizeres…
"A vida é assim, querido. Sabemos, sempre soubemos.
Mas não podemos ficar reféns do tempo.
Confie na vida!!!! Ela é grandiosamente infinita no que nos oferta, e nos proporciona coisa muito boa sim: o inesperado, novas sensações, conhecimento, inclusive a dor - por que não?
O lance é dar a volta por cima e montar no tempo! Tomar as rédeas dele, torná-lo sempre oportuno - kairós.
Uma amiga um dia perguntou: 'quando chegar a sua hora, estará exausto ou saciado?'
Respondi: 'Porra, nem um nem outro! Estarei s e d e n t a! Inclusive para saber como é esse tal desse grande mistério que TODOS passarão mas ninguém conta como foi. Diacho de pergunta sem pé nem cabeça, sô!!!'
(O tempo chronos, ) No fundo é uma eterna criança
que não soube amadurecer,
Eu posso, ele não vai poder
me esquecer"
Abrir-nos à aventura da vida a cada instante, kairós, eleva nosso tempo à enésima potência toujours
Oh yeah!!!
Marcadores:
aferência auditiva,
aferência visual,
descoberta
Assinar:
Postagens (Atom)