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domingo, 14 de fevereiro de 2016

?

Por vezes, geralmente aos domingos, acordo zureta:

- estou no caminho adequado?
- se estou, por que tem algo que me perturba?

Aí relembro: 80% dos nossos pensamentos são negativos
ou então, sou masoquista.

Tomo um café enquanto escuto Marisa Monte, o dia tá lindo..
… tudo certo.


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

retorno

Ando numa fase tão conturbada e tão descrente que preguicei de escrever. Logo, preguicei de pensar. A necessidade de resolver problemas práticos rouba qualquer prazer reflexivo… 
Mas acredito que seja imprescindível forçar a refletir. Forçar a resgatar o que dá prazer. Sem sentimento de culpa. Sem "deixar para depois".

Muito bem. Dada a ressalva, vamos aos "causos".

Eis que minha ex-professora de Filosofia aparece liiiiiiinda no consultório! As mulheres lindas são as mulheres felizes, que irradiam vida - poxa, preciso resgatar minha lindeza de algum lugar.. =( 
E ela me conta: separou-se há 1 ano! Já se enrolou com um aluno, 20 e poucos anos mais jovem, dispensou, e agora está apaixonada por uma nova história com um professor português. Ela, 56 anos. Ele, 60. Mas o mais interessante é o contexto:

Quando se separou, começou a sair com as amigas descompromissadas tbém professoras. Uma delas, ativista, feminista, "interessante"segundo as palavras da locutora, próxima dos 70 anos (jovem senhora, feito o Ritchie que tbém tem quase 70 anos segundo suas próprias palavras!!!), vivia falando do colega professor português. E resolveu chamar minha professora para um cinema e, de brinde, trouxe o tal do portuga.

Óbvio que ele se interessou por ela!!!
Óbvio que a jovem senhora de quase 70 anos ficou enciumada e emputecida
Óbvio que a "disputa" entre mulheres azedou a vida profissional de ambas, e o portuga saiu dessa encrenca belo e formoso, com uma linda mulher de 56 anos.

Não sei o que pega entre as mulheres, que elas ficam putas entre si, e perdoam o cara.

Mas o mais interessante: NÃO IMPORTA A IDADE!!! Tampouco a maturidade. Tampouco a inteligência. 

Ou as mulheres estão acostumadas com a vulnerabilidade masculina, consideram o cara café com leite…
Ou o cara realmente de nada vale. Vale é a disputa mesmo, um "achar-se melhor que a outra".

Moral da história: independente da idade, não se apresenta o peguete para a amiga. Nunca. Jamais!!! Só depois da relação consolidada, e olhe lá!!!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Dica

Vai aí mais uma dica para manter um relacionamento

Tudo que um homem quer, é paz
Tudo que uma mulher quer, é segurança

Portanto, se vc, homem, quer paz, trate de dar segurança à mulher. Faça-a crer que está com ela por opção, e não por falta de opção.

Para a mulher… aí complica. Bom, enquanto houver amor… Se joga e confie.
Sim, acho que é uma questão de fé. A paz é conseqüência.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Amor e nada

Ainda me lembro de um conversê com um amigo psicólogo.

Meu objetivo era terceirizar e especializar o homem. Deste modo, selecionaria o melhor papo para papear, o melhor sexo para transar, o mais príncipe para romantizar, o melhor poeta para poetizar, o melhor cabra para lutar, o mais sociável para sair com os amigos, o mais azedo para azedar… e assim por diante. Quanto mais "especialidades" o cara tivesse, tanto melhor. Quem sabe se tornaria um fixo e daria menos trabalho no momento de requisitar a função. Mas meu problema é gostar de váaaarios ítens, e seria quase impossível encontrar uma versão masculina de mim mesma.

Briguei pacas com o psicólogo, e por um tempo deixamos de nos falar - acho que isso foi uma heresia com relação à psique humana.

Isso ficou na minha cabeça… Qual o mal nisso? Num mundo extremamente terceirizado e individualista, "coisificado", esta seria a chave para a modernidade nos relacionamentos humanos.

Posso dizer que não fui infeliz nesta empreitada. Afinal, meu crescimento e reinvenção sempre dependeram de mim mesma. Leituras, descobertas, ensinamentos, arte… bastavam!
E posso dizer também que, depois do serviço feito, eu tinha uma enorme vontade de que o cara sumisse da minha frente.

MAS… e sempre há um "mas"…

O outro lado da moeda, bem mais singelo e fácil, é aquele com quem não se faz nada. 
Quando, sem planejar, sem necessitar, sem ter vontade determinada, ficamos com alguém com quem nada planejamos e nem sentimos falta de coisa nenhuma. E, se temos algo para fazer ou alguém para encontrar, dá até uma preguicinha pq está bom demais ficar sem fazer nada com ele.
O dia, a noite, o fim de semana, a semana, o mês, o ano passa.. e nos perguntamos: mas o que foi que fizemos mesmo? Precisamos parar para lembrar pq, qdo listamos, parece que nem foi nada.

Mas bem sabemos o valor deste nada: fácil, singelo, gostoso, tranquilo, sereno… aconchegante.

...e mais nada


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Reconhecimento atemporal

Quando o dia está cinzento, ou "branco", como já postei por aqui, aflora nosso sentimento de vulnerabilidade.

Paramos um pouco o tempo e pensamos:
- por que estou aqui?
- ou melhor, por que PRECISO estar aqui?
- por que passar por isso?
- ou seja: qual o sentido deste momento? Desta vida? Desta existência?

Uma vontade enorme de voltar para o útero.

Nestes momentos, fica evidente a necessidade de "dar sentido" às coisas.
Isso tudo pode parecer um trocadilho e uma brincadeira com as palavras.. Um silogismo. Descolado das nossas sensações.

Mas falo aqui de pura sensação! O sentido é sentir a vida! Ver as cores! Estar presente no presente, atentos, inteiros.

Aí, para sentir-me, gosto de sentir as pessoas que passaram e passam por minha vida. E dou-lhes sentido.

Assim, meu caro, perceba as coincidências. Passou por onde passei, cruzou meu olhar sem que eu percebesse, te vi e vc não viu, um jogo de marionetes em que estávamos no lugar certo, mas não nos encontramos.
Assim continuamos… Mas com as (re)lembranças. E agora sabemos o que antes sentíamos sem saber - exercemos um reconhecimento de tudo que vivemos juntos em algum lugar do tempo-espaço.

Este é o sentido da vida:
Des..
Re..
..encontros

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Meus caros amigos

Meus queridos..

Desculpem-me a ausência. É por pouco tempo, tá?

Estou por aqui, mergulhando a fundo numa outra experiência. Sim, queridos, estou muuuuuito feliz. Mas tenho um pouco de receio que se zanguem comigo.

Não é por mal, tá?
Não me esqueci de vcs, ok?

Passei estes últimos anos, como os melhores da minha vida - acho que qdo estamos felizes, todos os anos são os melhores das nossas vidas, né? - graças a vcs. Acolhemo-nos, descobrimos um monte, aventuramo-nos, estivemos sempre no limite entre o possível e o perigoso… No fim, ampliamos nossos horizontes. Mas sempre com a força desta nossa união!

Acontece que, por um momento, comecei a me estranhar… O meu mundo externo, sem dúvida, estava muito maior e corajoso. Não tinha mais medo de me atirar no desconhecido! Como se eu tivesse asinhas nos pés, caminhasse nas nuvens, visitasse o paraíso e o inferno acolchoada nos seus abraços!

Mas, de algum modo, meu mundo interno e compartilhado estava…
… frio.

Eu estava… fria!

Estou me redescobrindo. Mergulho nos olhos dele e me encontro láaaaa no fundo de sua alma, o meu reflexo que, por sua vez amplia cada vez mais meu horizonte.
Sim, o amor nos torna gigantes em nossa generosidade, tolerância, acolhimento…
É o afeto, grandioso, que ocupa, amplia e transborda

Percebem a energia?

That's all folks!
.. almost all ;)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Dança do tempo e espaço

Sim, perdido em algum tempo, estava Aquele Espaço!

Fui com minha mãe, um lugar colorido cheio de gente pra lá e pra cá, rampas e corrimões que desenhavam curvas entre os dois andares, e a área central cheeeeia de frutas. E eu adorava aquele cheiro de nectarina…
Eu gostava mesmo dos corredores inferiores: linguiças penduradas, castanhas, nozes, avelãs, azeitonas coloridas… Os queijos, enooormes! Meu pai adorava os furadinhos.
Aquele seria um dia de festa =)

Eu avistava aquele senhor sério por trás da caixa registradora, do balcão. NUNCA falaria com ele, aff que medo!!!

E aparece aquele magricela



cabelos beeeeeem pretos, nariz afilado, compriiiiiidooooo… Deliciosamente desengonçado entre os laticínios, sorriso solto,
Questo ragazzo è un polichinelo!!!

PoLIniZavA alegria…

Menina, de mãos dadas com minha mãe e com medo de me perder naquela multidão, encantava-me a imagem…

O tempo passou, mas em algum lugar aquele momento ficou registrado.

A sucessão de imagens do dia a dia no descompasso do tempo nos mesmos espaços:
Largo de Pinheiros, Rua Morás, Francisco Leitão, Cardeal Arcoverde, Teodoro Sampaio, Ilha, Mambo… Estendia-se para o Hospital do Cotoxó, Afonso Bovero…

E os (des)compassos dos encontros no mesmo tempo: namoro, noivado, casamento, filhas, gatocachorropapagaio…
… a dor dos desencontros

E enfim seu espaço no meu tempo num golpe de vista! Oportuno instante!
Nem tão alegre assim, o olhar e os gestos delineados e salpicados com o pesar das dores e desencantos que pululam com o dia a dia.
Encantou-se com minha imagem de menina voraz e faminta daquele tempo, que em algum lugar se desenhou em vc.

Sim, vc me resgatou!

Então, perdido em alguma lacuna do tempo, estava aquele album de fotografias que trombou em vc. Abençoado acaso que o trouxe então ao meu espaço! Folheio as imagens, o senhor sério, a aura, o cheiro de nectarina, o tempo…
… polichinelo

Sim, meu amor, eu te resgatei!

Agora, sintonizados no mesmo compasso!

Nunca mais me perco de vc =)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

sombra

Eis que o inferno.. são meus outros. Os que estão bem dentro de mim. Na minha sombra.

Eis que pressinto me fechar no silêncio. Mais uma vez.

Não podemos deixar.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Compartilhe!!!

M, 40 e poucos anos, recém-separado, sem filhos, caçula de 3 filhos, mãe sábia divorciada há anos que tem uma ótima relação com a atual esposa do ex-marido.
Tem uns 1000 contatos no Tinder. Sai com mulheres de 18 a 40 e tantos anos. Diz que nunca mais se casa, isso não é feito para ele, quando envelhecer vai ter grana o suficiente para pagar um(a) cuidador(a) e tá muito bem com isso e ponto final.

E, 70 anos, casado com G há séculos, 3 filhos. SEMPRE está sozinho, perdido na leitura - inclusive a do whatsapp. Ele é suuuuper inteligente, culto, antenado. Ela é devotada aos filhos e netos: seus óculos para perto estão cheios de pó, desalinhados, defasados.. típico do desuso. Nunca comparecem juntos ao mesmo evento. Nunca mesmo! Ela sempre com um ou outro filho ou neto. Ele sempre sozinho. O papo, é ótimo com ambos. Mas o abismo entre os assuntos é assustador. Duas linhas paralelas que só se encontram no infinito mesmo - aquele que ninguém nem vê de tão distante…

A desesperança na vida, no inusitado, nas surpresas.. o receio dos efeitos dos aclives e declives, faz com que se desista de compartilhar.

… ou então, eu é que estou em outra sintonia.


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Evolução

Invariavelmente passamos por situações inusitadas que nos trazem uma certa insegurança e ansiedade prévia.

Principalmente prévia.
Isso porque qdo vivemos o momento, incrivelmente damos conta. É a famosa e santa experiência. Quanto mais se vive, menor a chance de algo novo nos pegar de surpresa.

Mas o problema é a ansiedade prévia. Quanto mais próximos estamos do momento pressupostamente inusitado, maior a ansiedade e insegurança.

Até que aprendemos a dar um "foda-se, seja o que for para ser!!!"

Foi o que um dia me disseram: podemos medir nossa "evolução" com o número de "foda-se" dado: quanto maior, mais evoluídos estamos!




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Reinventar-se


http://blogs.estadao.com.br/ruth-manus/o-melhor-do-amor/

Bom mesmo é permitir-se reaprender...

domingo, 13 de julho de 2014

Menos fé e mais trabalho

"Eu acredito no Brasil!!!"

Um pensamento positivo vai bem, ninguém discute isso. É como uma conspiração a favor da coisa acontecer! Uma "sorte". E acaba que ficamos TÃO impressionados com o evento, que nos contagia!

Talvez por isso conseguimos chegar às semifinais…
Talvez por isso o povo brasileiro mantém essa "alegria", esse gingado, esse jeito brincalhão de se enfrentar um governo podre, uma ideologia medíocre e rasa que não consegue dar conta de expulsar uma organização estatal que beira o coronelismo ainda...

Mas deu pra perceber que não basta, né?
Um deslize nos desestabiliza e nos faz enxergar a falta de preparo, a falta de raiz, o enfadonho modo de viver na poeira do gingado malandro sem fundamento. Como construir algo sólido sobre o lodo?

A fé é importante sim, por ela muito avançamos. Mas não pode nos cegar! A parte chata do trabalho, do treino, da disciplina e perseverança, é necessária.

Que desânimo...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O massacre do Brasil na copa e do Japão em Midway

Estava aqui pensando nas Batalhas do Pacífico enquanto o Brasil levava um gol atrás do outro da Alemanha. Um massacre tal que eu ficava realmente confusa se não era replay, dadas as semelhanças de imagens e movimentos.

Pouco sei sobre o assunto, mas creio que o Japão estava massacrando a Ásia, e a marinha japonesa então se achava - a coqueluche eram os porta-aviões!!!
Os americanos.. Bah! Não pareciam páreo para o super mega plus Yamamoto! Como o super mega plus futebol brasileiro em casa com aquela torcida massacrante.

Eis que comeeeeça o bombardeio de Midway pelos caças japoneses.

Mas os americanos não reagiram de acordo com o manual.

E os japoneses não conseguiam acreditar que seus super mega plus porta-aviões estavam sendo massacrados.

Um BAITA azar de 3 aviõezinhos americanos sobreviverem.

Um BAITA azar de levar um gol e logo o segundo da Alemanha

E os americanos, atentos e responsivos

E a Alemanha, treinada, atenta, e atuante

E os japoneses desacreditando naquilo tudo - era bombardeio ou replay?

É…

Como disse meu professor hoje: brasileiro tem uma fé! Acredita na magia! Os japoneses, de certo modo, tinham essa fé de vencedores. Fé não basta para ganhar uma batalha, nem para construir uma nação!

ANTES a fé na ressonância magnética!!!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Fênix

Por vezes uma melodia triste se instala na nossa alma...



Mas..

Ao abrirmos as janelas da percepção,
encontra-se a sutileza das linhas melódicas
Uma beleza singela que arrepia.

Aos poucos,
o aroma se faz encantado

O corpo flutua…
baila…
A rua inteira a levitar

Devagarinho retomamos as sensações

… nunca tão belas =)




terça-feira, 15 de abril de 2014

Sobre cães e casamentos

Acho que as pessoas tvez se espantem com minha frieza frente aos cães e gatos. Sou uma cuidadora, mas não tenho a menor vontade de soltar um "ownnn" frente a uma travessura desses bichinhos. Detesto vê-los sofrer, assim como detesto ver uma planta secar. Só.

Não foi sempre assim.

Eu e meus irmãos, como toda criança, vivíamos pedindo aos nossos pais mais um irmãozinho ou um cachorrinho.

Eis que veio o Juno, um pincher ardido que não parava de latir, fazia xixi por todos os cantos da casa, ninho de pulgas - ele era mínimo mas conseguia ser um mundo de pulgas!!! - e mordia todos, mas todos mesmo.

Foram 15 anos de sofrimento: a gente não tinha coragem de se desfazer dele - não tínhamos um inimigo tão odiado que merecesse aquela praga.

Quando adoeceu, foi-se pela lei da natureza. Não procuramos veterinário, nem hospital de cães, nada disso. Em nada interferimos.

Nenhum remorso - ou talvez algum… Ainda tenho pesadelos com isso.

Enfim, nunca mais quisemos saber de animais de estimação. Nenhum de nós.

+++

Esta história é beeeeeem diferente da maioria das histórias felizes, em que há um amor tremendo e a morte do animal é uma tristeza só.

+++

Em ambos os casos, uma reação possível é a recusa em se ter um animal.
Mas, perceba, a causa é extremamente diversa.
            No primeiro caso, a obrigação de suportar o relacionamento traumatizou!!! Já imaginou tudo de novo? A repulsa é pela desgraceira da relação.
            Já no segundo caso, é o medo do sofrimento do término da relação.

Perceba, de novo, que isso é como casamento!!!
Um ex que sofre pacas com o término da relação, evita entrar em outro. Não exatamente tem repulsa à relação. A relação para ele é tudo de bom, mas teme - e muito! - sofrer com o fim.
Agora… um ex que sofreu DURANTE a relação, evita entrar em outro por repulsa mesmo! O casamento, e não o fim dele, é que dá falta de ar…

Acho que sou um caso perdido.
Definitivamente...

domingo, 13 de abril de 2014

(en)canto




Aaahh meu amor,
se soubesse o encanto
do teu canto
ao pé do meu ouvido

Quase mudo,
menos que um sussurro
Ondas… partículas… colapsam na magia

Aquele que escuto
quando as janelas da nossa alma escancaram

Aquele que escuto
qdo chego pertinho do teu peito
para sentir a ressonância da frequência cardíaca
quase em uníssono

E que surge só com a entrega
com a espera insana
do encontro

Cuida-me.

Espera, que volto já...



sábado, 12 de abril de 2014

Desencontros, descuidado. inexistência cartesiana

Os homens dizem que não há mulheres por aí.
As mulheres dizem que não há homens por aí.

Existem. Óbvio que existem. Se não, não haveria TANTA gente em SP.

Na verdade, as pessoas andam muito armadas.
Sem disposição para ouvir
Sem coragem para confiar
Sem entrega…

Acho que tive muita sorte.
Aprendi a confiar e me deixar confiar.
Amei e fui amada sem medo e sem vergonha.

Com essa entrega, o cuidado e a gentileza afloram

Eu percebo, capto este cuidado no maior dos ogros.
O carinho torto
O afeto sincero

Mas tudo tem limite. E há que se dizer onde ele está, e isto estou aprendendo.

Um dia dou conta. Confie.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Pré carnaval - pré (des)encontro

O carnaval por SP está ficando cada vez mais interessante... Eu não sei se é pq paulista que vai para blocos de rua já tem uma coisa menos sisuda no coração, mas o fato é que o povo entra no clima e fica bem bacana!

Minha filha com recém 15 anos completos, nem quis ouvir falar em festa de aniversário, muito menos em festa de debutantes (esta á minha filha!!!), mas pediu uma guitarra para uma avó, um cavalete para a outra (que orgulho =) e me disse: "mãe, acho que tá na hora de ver como é o carnaval né?"

Antes de deixar de viajar para experimentar o carnaval, resolvi procurar um bloco no pré carnaval. Uma dica para melhor optar.

Assistimos a passagem de som do Sargento Pimenta "A hard day´s night" - adorou reconhecer Beatles!!!! E eu ainda mais =)
E ficamos no meio da avenida, sentadinhas numa sombra enorme que estava dando sopa, na concentração:

- Xiiiii, mais 4! Agora a coisa vai piorar. O lugar está bom, mas não é a toa que está vazio

Uma senhora, sentada ao lado da netinha. Irônica e fresquinha, nos abordou de soslaio..

- Por que? Não entendi... Tá ruim aqui?

Pensei que alguém tivesse vomitado no lugar, um enxame de abelhas, sei lá... Alguma encrenca braba por alí. Ah, desligamos e ficamos naquela sombra enoooorme, vendo o povo passar com fantasias mega divertidas.

Eis que 3 caras com aparência de bons meninos, naquele estado carnavalesco, começaram a dar o ar da graça: cantavam todas as meninas que passavam, sem parar! Cantadas das mais diversas, ininterruptas!

- Entendeu agora? Eles não param!!!!!

Os meninos estavam recarregando a pilha qdo sentamos. Mas éramos, segundo a velhinha, 4 moças e o bicho ia pegar! "Carregados", nem olhavam para os lados e só se dirigiam ao fluxo que passava pela avenida.

Foi divertido ver a cara de tédio das meninas kkkkk

Aí enfim encontraram uma amiga de longa data! E ela se aproximou com outras amigas! Todos se cumprimentaram, pediram para que tirássemos fotos, e pensei: agora eles se acertam!
Que nada! Ficaram tímidos! Mal se entrosaram com as garotas, loucas para conhecê-los - eles tinham cara de boa família...

E minha debutante:

- Nossa mãe, achei que eles melhorassem quando saíssem da escola!!!!

Ri MUITO!!!!!!

A nossa cara com as trapalhadas dos meninos é de tédio mesmo - pô, pelo visto desde sempre!! - O jeito folião com que se aproximam ou como querem chamar nossa atenção nos diverte, mas em geral é o mesmo: um certo abobalhamento do comportamento.

Mas nessas, de algum modo, algo nos fisga: um olhar que arranha nossa alma, uma palavra, um detalhe - se o cara explicar o princípio da incerteza então...

E aí, véio... O cara que tem culhões e nos enfrenta e dialoga...
...nos deixa completamente abobalhadas.

Aí começa o (des)encontro.

P.S. Minha filha achou que ainda não está no momento. Talvez com 18 anos...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

"Deu merda..."

Este texto veio bem a calhar...

http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2014/02/13/carta-ao-raskolnikov-brasileiro/

1. Então vou contar um causo, uma típica briga entre irmãs.
Como de hábito, a irmã caçula encheu o saco da primogênita adolescente que estava quietinha no canto dela. Foi o jeito que a primeira encontrou para chamar a atenção da última, já que ter irmã adolescente é como voltar a ser filha única.

Encheu tanto, mas tanto, que a primogênita se inflou de ódio e avançou como uma tigresa sobre a caçula. As garras marcaram o braço da irmã.

A mãe, como deve ser, correu ao quarto com aquele grito indecente para impedir sei lá o quê. O sangue escorria pela lesão. Fiquei puta pela pele marcada! Passou a destilar todo o verbo para a imoralidade daquela agressão.

Até que vi uma lágrima contida, dolorosa, escorrer pelos olhinhos da minha adolescente cheia de hormônios pululando naquele corpo em definição: "Mãe, vc acha que estou feliz por ver o que eu fiz com ela? Pára de falar! Já deu!"

É... entendemos. Deu merda...

...

2. Vamos para o causo 2, baseado nos fatos dispersos pelos jornais.
Y dirigia muito bem. Era rápido, bom no golpe de vista: passava sem arranhão pelas frestas no trânsito parado E em movimento de SP. Naquele dia foi para uma balada dirigindo - não tinha grana viva para o taxi apesar da curta distância. Bebeu um ou 2 drinques, mas sabe que é forte, difícil ficar bêbado. Ok, mas resolveu esperar até amanhecer para pegar o carro e voltar para casa - era pertinho mesmo...

No meio do caminho, um ciclista em sua direção.

Estava rápido, queria voltar logo para a casa - pertinho - antes que uma blitz o pegasse. Vinha o ciclista, a rua estreitou, mas era bom no golpe de vista e...

Ufa, passou.

Olha pelo retrovisor, nada de ciclista

Um bolo de sangue no banco do passageiro - um braço!!!!!!!!

DEU MERDA!!!!

...

Quando dá merda, não se consegue deixar por isso mesmo. A raiva pela merda instalada quer encontrar um culpado e extravasar-se. Jogam-se pedras meeeeeesmo e crucificam!!!!!

Aí vem:
SE as unhas não estivessem compridas
SE ele fosse uma mão cega no volante
SE não tivesse levado um rojão para a manifestação
e vai além
SE ela engolisse a raiva
SE ele não fosse para a balada
SE ele não fosse à manifestação
...
SE ficássemos trancados na caverna para evitar a merda...

Sabe, de novo tenho receio de entrar na pieguice, mas é verdade. Como em Crime e Castigo. Como na resolução do primeiro causo, presenciado e experienciado:

...

Continuação do 1 causo:

Tanto a mãe quanto a caçula enxergaram aquela dor. A culpa não seria esquecida por conta daquela cicatriz!

Eis que pego as duas, em dado momento, resolvendo naturalmente o problema. A primogênita, artista nata, desenhou uma lindeza com os traços marcados na pele. Uma BAITA lindeza!!!!!!!!
Mãe, quando eu crescer vou fazer essa tatoo! Olha que linda!!!!!!

Bah! O amor, sempre ele. Não aquele amor piegas, que a moral cristã prega. Ou aquele amor de perdição que diz cegar o outro. Trata-se do amor puro, tal qual a intuição pura de Kant. Ou ainda, o amor íntegro, honesto, na justa medida, que vem do espírito, generoso em sua integridade e não no seu dever.

Este amor, que por conta desse estrago nele feito pela linguagem comum agora é necessário ser aprendido, trabalhado, esculpido; transforma sim! Como com Raskolnikov por Sonietchka.
Este amor resultante, que é mais fácil perceber no exercício da maternidade, nos ensina a acolher.
Não há "e se". Há a possibilidade de dar merda, da qual não se pode fugir. Somos humanos soltos na vida, e a característica dela e nossa é a imprevisibilidade. Previsível é só a cadeia de razões explicativas que parecem dar conta do passado e se metem a prever o futuro. Um auto-engano que nos faz nos privar da vida.

Procura-se sempre evitar a merda. Mas ela acontece! Há que se aprender a acolhe-la e nos transformar em seres melhores. E isso, sem pieguisse, só se aprende com o amor digno.

Para os outros, uma cicatriz
Para nós, uma tatoo, linda de doer!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Para os dias de marmota

Hey! Escute no comecinho do dia,
aquele que parece ontem, amanhã e sempre:



Sim, sim, estou pensando em vc:

Dou aquele abraço apertado rapidinho enquanto está sentado na cama terminando de se vestir, de perder o fôlego até
Te encho de beijinhos no rosto enqto faz aquela cara emburrada
Sento na mesa da cozinha contigo, com aqueles mimos que pega na geladeira e no armário das guloseimas
E vamos falar mal do dia que chega!!!!!

Para, rapidinho, voltar no fim do dia
de cara amarrotada, atropelada pelo cotidiano
E eu me penduro no teu pescoço que mal agüenta o peso da cabeça
assim que abro a porta
Te encho de beijinhos no rosto enqto faz aquela cara emburrada
Sento na mesa da cozinha contigo, com aqueles mimos que pega na geladeira e no armário das guloseimas
E vamos falar mal do dia que foi!!!!!


Worse together? rsrs

Nãaaaao, fofinho...

It's always better when we're together =)