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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Jazz

Então... Um pouco de La la land, e um pouco de spoiler tbém


"Há muita magia no filme. Um musical, o que nos leva para um espaço outro. E tem o amor, que é magia em essência.

Um músico, jazz, que nunca foi nem nunca será blockbuster. E tem por sonho um clube de jazz para preservar a beleza de uma harmonia conflitante em que cada musico viaja na própria melodia, meio em paralelo, meio cruzada com as viagens dos outros músicos e que têm sua costura única que leva a uma bela peça.
Uma atriz que vive de teste em teste, e que tem um jeito próprio de contar/ver uma história.

São dois sonhadores que se encontram, se fortalecem com a empolgação, incentivo e admiração do outro. A relação é super profícua, mas esbarra numa realidade que por vezes atropela este outro plano em que se encontram. 
A gente para pra pensar se é possível se manter nesse sonho, tão inspirador e prazeiroso... que parece nos distanciar super da realidade, e, portanto, traduz-se como irreal. Uma irrealidade.

Aí vem a vida que nos puxa para o solo real.
Ela passa num teste para filmar em Paris.
E... ela pergunta para ele: então, o que será de nós?
E ele, com os pés no chão: vc vai agarrar essa oportunidade com todo o seu Ser. E eu vou ter meu clube de jazz. E vou te amar pra sempre.
Ela concorda. O amor será pra sempre.

Passam-se anos...
Ela fez sucesso! Famosa! Casada e com uma filha. Feliz.
Ele tem sucesso no bar. Toca o que gosta, com quem gosta. Feliz 

E eis que, numa quebrada, escapando do trânsito, ela e o marido vão parar naquele clube de jazz.
O músico a vê na platéia.
Inspira fundo.
A imagem se fixa nas teclas do piano.
E ele toca a música deles. 
Com A musica no plano de fundo, passa-se um filme em FF em que tudo foi diferente: ele estava sempre presente, ela tbém (naqueles momentos em que a viagem pessoal foi prioridade), ele foi p Paris com ela, tiveram uma filha, um bar... todas as viagens pessoais, conflitantes, paralelas e cruzadas, conseguiram a harmonia e formaram uma bela peça.
A música acaba.

Ela, ao lado do marido, resolve voltar p casa.

Qdo ela está na porta da saída, seu olhar cruza com o do músico, eles acenam um "sim" com a cabeça: "te amo pra sempre"

Ela segue com o marido.
Ele segue a música."

Sim, o amor! Por vezes ele vem tão avassalador que parece que nos rouba da realidade. Ficamos confusos, o sonho parece mais palpável do que a matéria. Nada encaixa com nada.

Mas aí vem a calma e a atenção nas notas do jazz: cada instrumento faz sua melodia, sua viagem pessoal. A peça vai tomando corpo, e o conjunto fica incrível.

Esta linha invisível que costura os sonhos e a individualidade de cada um, é a parte prática do amor.

E quem há de negar que esta lhe é superior! 

Acho que é isso.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

2016 hoje

Há muito tempo não entro por aqui. Acho que não tenho mais grito algum preso na garganta. Ou então, não estou me permitindo gritar.

silêncio...

um prosecco...

mas pra que procurar minhocas, ou ainda pior, aranhas...

É a merda da desconfiança e a intuição cada vez mais porreta de antever situações. Mas para tanto, de que adianta tentar uma profilaxia se a complicação ainda nem ocorreu...

Acho que este é o ponto!

No início da nossa vida de experiências ainda nada sabemos. A famosa vida feliz na ignorância. Como as crianças que SEMPRE são felizes.
Passa-se o tempo, ganhamos experiência e um quê de intuição, em que antevemos a situação. Evidente que estes são pensamentos negativos que criamos para nos defender da dor e culpa, que poucas vezes acontecem de fato, mas quando acontecem nos marcam: "tá vendo! Sabia que iria dar merda!" E reafirmamos a feliz ignorância...
Talvez o grande passo, a grande virada, seja saber que não dá para viver de profilaxias. Não existe vacina para nos imunizar do caos que nossa cada vez mais sábia e perversa intuição sabe que vai ocorrer.

Fatalidade. Inevitável. Implacável.

Viver o presente. Santa epifânica consciência! Saber que vai acontecer, não dá passaporte para evitar o previsto. De novo, a única certeza que temos é a morte. O único jeito de transcender é aproveitar o presente. E quando ocorrer... aí é outra história: ninguém sabe, quem sabe não nos conta, mas todos damos conta!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Amor e nada

Ainda me lembro de um conversê com um amigo psicólogo.

Meu objetivo era terceirizar e especializar o homem. Deste modo, selecionaria o melhor papo para papear, o melhor sexo para transar, o mais príncipe para romantizar, o melhor poeta para poetizar, o melhor cabra para lutar, o mais sociável para sair com os amigos, o mais azedo para azedar… e assim por diante. Quanto mais "especialidades" o cara tivesse, tanto melhor. Quem sabe se tornaria um fixo e daria menos trabalho no momento de requisitar a função. Mas meu problema é gostar de váaaarios ítens, e seria quase impossível encontrar uma versão masculina de mim mesma.

Briguei pacas com o psicólogo, e por um tempo deixamos de nos falar - acho que isso foi uma heresia com relação à psique humana.

Isso ficou na minha cabeça… Qual o mal nisso? Num mundo extremamente terceirizado e individualista, "coisificado", esta seria a chave para a modernidade nos relacionamentos humanos.

Posso dizer que não fui infeliz nesta empreitada. Afinal, meu crescimento e reinvenção sempre dependeram de mim mesma. Leituras, descobertas, ensinamentos, arte… bastavam!
E posso dizer também que, depois do serviço feito, eu tinha uma enorme vontade de que o cara sumisse da minha frente.

MAS… e sempre há um "mas"…

O outro lado da moeda, bem mais singelo e fácil, é aquele com quem não se faz nada. 
Quando, sem planejar, sem necessitar, sem ter vontade determinada, ficamos com alguém com quem nada planejamos e nem sentimos falta de coisa nenhuma. E, se temos algo para fazer ou alguém para encontrar, dá até uma preguicinha pq está bom demais ficar sem fazer nada com ele.
O dia, a noite, o fim de semana, a semana, o mês, o ano passa.. e nos perguntamos: mas o que foi que fizemos mesmo? Precisamos parar para lembrar pq, qdo listamos, parece que nem foi nada.

Mas bem sabemos o valor deste nada: fácil, singelo, gostoso, tranquilo, sereno… aconchegante.

...e mais nada


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Remoto Controle



6:00 - Toca o despertador
6:30 - Café com banho tomado
7:00 - Tranca a porta da casa
7:05 - Subsolo
7:10 - Aciona o controle do portão da garagem
7:11-40 - Carros, carros, velocímetro, túnel, carros, semáforo, pedestre, carros, céu, arranhacéu, carros, nuvens, carros, semáforo, portão
7:41 - Manobrista
7:45 - Porta da sala
7:46 - Mala ajeitada, escrivaninha, caneta, papel
… papel, papel, fulano, fulana, papel, caneta, números, letras, 19 graus, uma janela…
12:30-13:30 - De pé, café, estômago…

p a u s a  p e r m i t i d a

13:31-41 - De pé, à pé, calçada, asfalto, calçada, pernas, cintos, camisas

sombra

13:45 - Porta da sala,
Mala já ajeitada, escrivaninha, caneta, papel
… papel, papel, fulano, fulana, papel, caneta, números, letras, 19 graus, uma janela…
18:00 - De pé, mala aberta, escrivaninha arrumada
18:001 - Porta para o hall do elevador
18:01 - Manobrista
18:10-19:30 - Carros, carros, velocímetro, túnel, carros, semáforo, celular, pedestre, carros, céu, arranhacéu, carros, nuvens, carros, semáforo, portão
19:30 - Aciona o controle do portão da garagem
19:38 - Abre a porta do elevador, mala, chaves
19:40 - Destranca a porta da casa
19:41 - Mala largada no chão, tira os sapatos, controle remoto...

Meu amor, cadê você?!?!

Não acorda, não tem ninguém ao lado.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Vontade divina

Será que Deus existe?

D E S T I N O ?

Coincidência?
Mecânica quântica?
Energia?

O mundo conspira a favor.. ou contra?

Por que, por vezes, tudo dá errado e por outras, tudo dá certo? Sorte?

A C A S O …

O que me faz lembrar, novamente, de uma citação de M. Stein: "Ingressar no mundo arquetípico de eventos sincronísticos gera a sensação de se estar vivendo na vontade de Deus."

Sabe, cansei de me perguntar sobre isso. Não vou saber mesmo como encontrar a resposta.
O que aprendi, isso sim, é acolher.

Se nada dá certo, se a coisa empaca, relaxar… que uma hora desempaca, pq uma janela sempre aparece aberta para olhos atentos.

Se tudo dá certo, evento após evento como uma correnteza, tudo encaixadinho e rápido, relaxar…
Livrar-se dos traumas, das convicções
e entregar-se sem medo!!!

Acho que isso é "ser feliz". É preciso aceitar que se merece ser feliz!

E pontofinal!


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Harmonia celestial

"In physics, the n-body problem is an ancient, classical problem[1] of predicting the individual motions of a group of celestial objects interacting with each other gravitationally."
Do pai dos ignorantes desesperados por uma resposta rápida, Wikipedia...

Nem dá para imaginar a sequencia de fórmulas e letras esquisitas no meio das palavras… Junto com a citação de um cara chamado Poincaré. Eu já meio que entendi que qdo este nome está no meio de um monte de teorias.. a coisa é punk. Bem punk. Como disse uma amiga matemática, Rock'n Roll!!!!!

 I = \sum_{i=1}^N m_i \mathbf{q}_i \cdot \mathbf{q}_i = \sum_{i=1}^N m_i \|\mathbf{q}_i\|^2   - nem consigo imaginar o que seja…

Enfim…

Isto, ao meu ver, caracteriza a dificuldade teórica que temos ao tentar prever a harmonia entre seres diferentes. Ou, a chegada de um "corpo estranho" numa dinâmica social familiar pré-estabelecida.

Por vezes batemos tanto, mas tanto nesta tecla que empacamos.

Desconsideramos a força da Natureza que consegue sim estabelecer uma harmonia entre os corpos celestes.

Entre os seres humanos… cada um com suas convicções, desejos, aspirações, características tão, mas tão diversas… Acho que algo sempre pode nos pegar de surpresa:



Vai chegando devagarinho ao som da melodia,
emitindo pseudópodes que encontram as pequenas frestas
naquela esfera antes hermética

pseudohermética!!!

De repente percebemos o rearranjo,
a harmonia entre os corpos celestes

Como pode ser tão natural?!?!?!




terça-feira, 15 de abril de 2014

Sobre cães e casamentos

Acho que as pessoas tvez se espantem com minha frieza frente aos cães e gatos. Sou uma cuidadora, mas não tenho a menor vontade de soltar um "ownnn" frente a uma travessura desses bichinhos. Detesto vê-los sofrer, assim como detesto ver uma planta secar. Só.

Não foi sempre assim.

Eu e meus irmãos, como toda criança, vivíamos pedindo aos nossos pais mais um irmãozinho ou um cachorrinho.

Eis que veio o Juno, um pincher ardido que não parava de latir, fazia xixi por todos os cantos da casa, ninho de pulgas - ele era mínimo mas conseguia ser um mundo de pulgas!!! - e mordia todos, mas todos mesmo.

Foram 15 anos de sofrimento: a gente não tinha coragem de se desfazer dele - não tínhamos um inimigo tão odiado que merecesse aquela praga.

Quando adoeceu, foi-se pela lei da natureza. Não procuramos veterinário, nem hospital de cães, nada disso. Em nada interferimos.

Nenhum remorso - ou talvez algum… Ainda tenho pesadelos com isso.

Enfim, nunca mais quisemos saber de animais de estimação. Nenhum de nós.

+++

Esta história é beeeeeem diferente da maioria das histórias felizes, em que há um amor tremendo e a morte do animal é uma tristeza só.

+++

Em ambos os casos, uma reação possível é a recusa em se ter um animal.
Mas, perceba, a causa é extremamente diversa.
            No primeiro caso, a obrigação de suportar o relacionamento traumatizou!!! Já imaginou tudo de novo? A repulsa é pela desgraceira da relação.
            Já no segundo caso, é o medo do sofrimento do término da relação.

Perceba, de novo, que isso é como casamento!!!
Um ex que sofre pacas com o término da relação, evita entrar em outro. Não exatamente tem repulsa à relação. A relação para ele é tudo de bom, mas teme - e muito! - sofrer com o fim.
Agora… um ex que sofreu DURANTE a relação, evita entrar em outro por repulsa mesmo! O casamento, e não o fim dele, é que dá falta de ar…

Acho que sou um caso perdido.
Definitivamente...

quinta-feira, 20 de março de 2014

Radio-terapia: saber amar

Com o passar do tempo, ou a gente passa a acreditar mais em deus ou espírito, ou…
… passamos a escutar mais a voz do inconsciente.

Infelizmente não fui agraciada pelo dom da Fé. Resta-me a massa cinzenta, e o que ela escolhe para seguir. Assim, tento sempre me valer da sensação de epifania ou, simplesmente, a sensação de enxergar o Belo, ou ainda, o prazer de vivenciar "o universo num grão de areia". Tem gente que fala que isso é coisa de Deus - a graça, a contemplação… Para mim, é a coincidência que nos informa o que o inconsciente já captou há muuuuuito tempo mas que nossa pobre consciência ainda não tinha se dado conta.

Um destes momentos que me trazem mto prazer, conhecimento, então uma reinvenção de mim mesma, é o trânsito: estou obrigatoriamente sozinha, não posso fazer mais nada além de dirigir e escutar música.

E aí, o comecinho de uma determinada música (como o Beethoven do post anterior rs) já anuncia que aí vem conversa:


música da vida toda, sempre despercebida, parte da rotina, que de repente nos toca!!!

E é isso aí!

Paralamas disse tudo! 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

(Des)íntegros

Causo 1:

Homem de 70 anos, apaixona-se por mulher de 45, larga esposa para viver o amor. A separação e a nova companheira acabam com suas reservas financeiras.
Agora mora de favor na casa dos filhos, sem casa, sem esposa, sem moral...

Causo 2:

Casal de 45 anos sem nenhuma cumplicidade ou afeto além da obrigação com as contas e os filhos, descobre um caso extraconjugal.
A esposa bate na cara do marido até lhe quebrar o nariz
Ele resolve... dormir no sofá.


Que a humildade honesta, na justa medida, nos faça enxergar quem de fato somos para manter nossa integridade física e moral.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Segredinho

Sei que as coisas andam meio complicadas por aí, e se está aqui é para relaxar...

Sim, é um momento só teu que só nós dois sabemos que acontece. Neste segredinho, que nem quando nos encontramos sabemos que existe, eu sei que estamos diferentes. Olhe sem receio para dentro, beeeeeem no fundo e veja que estamos diferentes!

Talvez tenhamos ainda as mesmas convicções que fomos somando ao longo de decepção atrás de decepção. Para quem um dia acreditou muuuuito em alguma coisa, uma derrapada detona todo o castelo com a mesma força com que se formou. E aprendemos a viver sem príncipes e princesas, com a elegância da racionalidade.

Entretanto...

Contigo reaprendi a confiar...

A confiar no que há de bom em todos nós, que escapa da razão. Que existem sim valores para além do que se mostra ter ou não ter.. Que a dignidade existe também em quem tem, oras.

Suportamos o mar de tempestade com alguma coisa além da elegante racionalidade que nos acompanha.. 

Repare...
Analise...

Essa "alguma coisa" é este segredinho aqui conosco agora. A certeza deste amor que nos sustenta e nos intima a aqui persistir e revisitar e relaxar... E que nos leva, pouco a pouco, a nele confiar.

Isso, garanto: é para sempre! A conclusão é exclusivamente racional: 
- a simples constatação de que estamos aqui agora: eu no teclado e vc na tela

Acredite! Tem tudo para dar certo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Acontecimentos

"A vida é uma caixinha de surpresas"
"A gente nunca sabe o dia de amanhã"

Baita chavão. Mas pior que é realidade pura.

A todo tempo nos cuidamos para nos fortalecer cada vez mais para agüentar os trancos que, com certeza, chegarão.
A sociedade nos agride. Sem dúvida. Violência, indignação, injustiças, desencontros. E isso achamos que podemos evitar:
- uma boa poupança para sobreviver às vacas magras
- evitar situações de risco e violência
- mudar de endereço
- mudar de gente

Somos vítimas da natureza. Sem dúvida! Doenças, enchentes, incêndios, catástrofes. E isso achamos que podemos superar se psicologicamente fortalecidos para resistir.

Sim, somos capazes de viver com isso sim.
Começar tudo de novo
"um dia de cada vez"

Entretanto.. o lance não está exatamente na vítima do "acontecimento". Está sim no outro, naquele que se preocupa em confortar o que sofre.
A cada dia percebo que uma "vida feliz" é feita de sutilezas. Dentre estas, está saber que fazemos diferença na vida de alguém. Que há quem necessite e se sinta acolhido conosco.

A parte boa de humanidade.

Agora, alegre-se: vc me faz falta =/
(... e muita!)

domingo, 13 de outubro de 2013

Brasil Pandeiro



Não há povo mais acolhedor que o brasileiro
Brava gente, brasileira
Alegria que contagia
O suingue é brasileiro
Ahhh o samba

- Por outro lado, em qualquer supermercado, o carrinho invariavelmente foi largado em qquer lugar, menos no lugar certo
- A filha da funcionária da empresa tem 24 anos, 4 filhos, todos estudando e com a ajuda do bolsa família. Passa o dia no celular. Cansada, não consegue acordar cedo para colocar os filhos na perua. Resolveu: paga 150 reais por mês para a vizinha que acorda cedinho. Assim, não perde o auxílio.
- Este povo acolhedor não resiste a um sorriso. O sorriso, assim como o favor, fura filas.. burla regras... no fim, favorece (enquanto que desfavorece os outros)
- No fim das manifestações, pacíficas pq o povo é incrível mesmo, um bando de vândalos detona todo o espaço público e privado
- Meus filhos estudam em colégio privado, e pago um excelente plano de saúde. Afinal, o ensino por aqui e a medicina são de ponta! Muita gente de fora (inclusive dos EUA!!!!) vêm para se tratar no Brasil. Mas... se a qualidade é incrível, por que o Estado não a garante como direito para todos seus cidadãos?

Esta é a cultura que permite o "levar vantagem".
Para que o estudo, o conhecimento? Pode-se chegar à presidência desta república das bananas sem estudo algum.
Para que estudar, conhecer, se o governo bonzinho oferece um dinheirinho mequetrefe, escola porcaria, e saúde mais porcaria ainda? Se antes nada lhe era ofertado, tá bom demais né? Barato para o governo e cala a boca da população.

Sim, falta-lhes educação, informação, consciência de que TODOS nós temos direitos de cidadãos que somos. Direito à segurança, à educação, à saúde, enfim, ao mínimo necessário que nos permita ter a liberdade ampla e irrestrita para perceber que temos o direito de exercer o que nos é digno por natureza: ser humano. E que nenhum espertinho vai nos tomar isso!

domingo, 29 de setembro de 2013

Presente-presente

Acabo de assistir ao filme "Garota de lugar nenhum" de Jean-Claude Brisseau.

Com uma loucura de encontros e desencontros, eu me lembrei de uma idéia que tive e aqui postei

http://autretourdelafolie.blogspot.com.br/2012/01/sonho-sincronia.html

Existe mais coisas entre o céu e a terra do que possamos apreender com nossos órgãos dos sentidos. Ah, sem dúvida há.

E, por Aristófanes, suspeita-se de que se trata de um espanto, pelo menos desde a Antiguidade. Assim, só nos resta aceitar.
Tem gente que encaixa conosco, e que surge do nada, como se fosse um presente dos deuses.

Fato.

BUM!!!

No olho do furacão de sentidos,
a liberdade que nos solapa:
cegos, surdos, em alta entropia

sim, entrou por aqui
e invadiu-me
cheio de vontade, tanta
que espanta!

A explosão iminente 
pela plenitude ali, pertinho..
Tão perto que a vontade 
era de fugir...

Uma voz impertinente
volta a nos aproximar

Entra devagar
como TNT,
sem nem poder relar...

Sei de tudo, querido...

Paramos para tomar fôlego
pq sabemos que o que está por vir
virá Blockbuster!

Desafiamos as expectativas
Cuidado (sempre)
Entre momentos,
acolher a fresta para se atingir o 
UnIvERSo
em silêncio,
o vácuo que acolhe
e aquece...

Te sugo
para que não se vá nunca, nunca mais.

nunca mais...

domingo, 21 de julho de 2013

conexão

Sempre gostei de aquarelas, mas nunca me senti apta para usá-la - enruga, se a gente retoca pode desfiar a trama do papel.. Mas hj sentei num bar da Av. Paulista...

Um livro aberto nestas palavras...

Fiquei com vontade de desenhar..


Para cada ato que decidimos fazer, existem tantos, mas tantos pontos a se deliberar... 

O incrível é como este ato se insere no outro. Qual a propagação disto naquele Ser. O quanto influenciamos e o fazemos se reinventar, dependendo do contexto em que se deixa transformar.

Acho que me chamou e eu apareci. Sem nem perceber. Mas o que importa, não é o que se transformará em mim ou em vc. O que é encantador é que nos ouvimos e nos chamamos. Este ouvido e esta voz seletiva, conecta. E como conecta.

Desculpa a minha truculência.

É só pq o espanto e o encanto se apoderaram de mim, mais uma vez...



sexta-feira, 14 de junho de 2013

Out of Sight 2

"The plane is a concept created by man with a practical aim: to satisfy his need for balance. The square, and abstract concept is a product of the plane. Arbitrarily marking out limits in space, the plane gives man a totally false and racional idea of his own reality." 
L. Clark

Esquisito uma citação em inglês de uma artista brasileira, não? É que o livro caiu nas minhas mãos, de uma amiga querida que está estudando em Barcelona.

É este o sistema: o quadrado, o plano cartesiano. O esquema que se monta para que nele se agarre e sinta segurança. Pq no fundo, no fundo, sabemos que a vida é TÃO mais do que isso, que nos assusta!

Ah, mas tem os corajosos! Aqueles que escapam. Podem até criar seu próprio sistema para escapar, mas enfim, é altamente expressão interna, é o próprio olhar e atitude, e não a obediência cega da falsa segurança/sistema/plano/quadrado.

Em Barcelona, a expressão viva da sinestesia sensorial nas obras de Gaudi. Pô, esse é o cara! Sua técnica, perfeita - aproveita espaços, funcional, anatômico, numa época em que o quadrado imperava!


Barcelona era assim!!!!! E Gaudi faz uma coisa assim:

 Parece que ele acompanhava de pertinho a execução da obra. Orientava em como torcer o ferro, como cortar os azulejos... O material e estrutura a se usar, o que confere
 a aspereza nos ambientes externos, como na natureza, em que há que se ter proteção...
 A lisura e modelagem anatômica dos ambientes internos, tornando a textura confortável e aconchegante. A maciez do toque, das sensações, que nos convida a ficar.


O brilho da luz na cerâmica ou sua refração no vidro irregular, que modelam a imagem para enxergar ora côncavo ora convexo, dependendo da nossa vontade. Ou ainda como se estivéssemos fora do ar, mergulhadas na água!






Poxa, nos museus, óooobvia a genialidade dos movimentos das pinceladas de Van Gogh ou a profundidade da imagem na sombra, no escuro de Rembrandt. Escapam total do plano, do sistema... Mas a aplicação da arte no cotidiano, no dia a dia, no uso, como ocorre com Gaudi.. Isso é megaultrasuper genial! Não só a estética, mas o método da expressão muda.

E ainda não falei de Berlim...
Ainda falo! Mas Gaudi se encerra nele mesmo. Não há espaço para mais nada por aqui.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O Todo... e suas partes

De vez em quando tenho um ideal de perfeição, do que é mais simples e belo e correto... Eu me lembro de ter lido em um livro, do W Heisenberg do princípio da incerteza... sobre Einstein... o simples e o belo e a natureza.
Ou, a natureza é bela e simples

É.. o que é. Sem porquês. Sem lógica conhecida ou óbvia.

Ora.. tem retina podre que não cola de jeito nenhum!
Não consigo fazer minha filha entender que não se deve deixar ninguém esperando por ela.
Existe gente que insiste em nos agredir, e não conseguimos entender de onde vem tanta raiva
... ou não há raiva nenhuma, e nem é intencional
Tem gente que simplesmente... não dá conta. Tem todas as ferramentas, mas não dá conta

Parece que a Natureza tem sua simplicidade que desafia a nossa capacidade de compreensão. A simplicidade exclusiva dela.

E eu... preciso parar com minha intransigência. Ou ainda, preciso aceitar que se trata de uma intransigência, inclusive aquela de não concordar com minha intransigência.

Não se trata de "me conformar"

Mas é tentar me abrir para a beleza da simplicidade do que escapa ao meu entendimento...

... é porque É

simplesmente, É.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

La Notte

Segundo Kant o que nos paralisa, de fato, é o medo e a preguiça...

Por vezes sou meio Macunaíma mesmo, quero ficar quietinha em casa, deitada numa rede, sem vontade alguma de mexer um músculo... Dá preguiça até de respirar...
Mas passa! Ahhh se passa! Isso já aprendi a contornar, com muuuuuita energia:
"CUM FÉ!!!!!" - a noção de DEVER. Isso é o que me salva. Preciso funcionar.

Mas o medo...
no meu caso, é direcionado! E tem coisas intransponíveis:
O MAR:
-é escuro
-é gelado
-incontrolável
-e o pior - não tem AAAARRRRR

Ok, pode ser um medo imaginário... Nunca me afoguei no mar escuro, ainda bem!

Se eu tentar me lembrar, na minha vida, em uma situação vivida em que senti medo de fato... um pânico naquele momento... em que o único movimento possível parecia ser a morte (nem a morte era mais forte que o medo)...
-era escuro
-frio (sem gente)
-incontrolável
-umas luzinhas amarelinhas do estacionamento, vazio... só. Nenhum apartamento com luz.
-sem ter para onde ir

-sem AAAARRRRR

Aprisionada na noite


Sabe, deve ter algo a ver. A sensação de medo e falta de ar precisa ser desconstruída.
-noite ou, ausência de luz
-mar - asfixia

Poxa, tanto fascínio pelo mar... Já foi tão ovacionado... O barulhinho bom... as ondas...

SIM!!!!!!

ONDAS!!!!

A física, a filosofia, o pensamento puro, a imaginação, a arte... sempre salvam!

Tudo não passa de
ondas

som
luz
mar

=)

Agora, meus caros, na toada deste som que só a arte e imaginação pura de Vivaldi poderia trazer, o mar é feito de LUZ!!!!!

Que esta me salve,
e que leve embora todo este medo desta asfixia que tanto me freia.

Que esta me ilumine,
e me leve para um bom caminho.

- Posso te pedir que me ensine? Agora não dou conta sozinha...


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Acontecimento

Por vezes a vida começa a rolar no automático. "O dia da marmota", em que ontem é exatamente igual a hoje e sabemos que será amanhã. Sem nos darmos conta, acabamos nos descolando do nosso corpo e ele entra no piloto automático.

A verdade dos fatos. O dia a dia por nós construído e que não pode se desviar.
Produzir, produzir, produzir
tentar manter o corpo sadio
produzir, produzir, produzir

Poxa, e não é que a cartilha funciona direitinho?
Mas para funcionar... a saída é descolar o que sentimos:
-preguiça de repetir
-medo de não prosseguir
-sublimar o prazer.

Mas eis que, por vezes, somos agraciados pelo

AConTeCimENtO



Sim, o inusitado que nos rouba dos nossos hábitos!

Resgata a integridade do Ser
Transforma e retoma as rédeas do tempo.. e do espaço.

Agora sim, senhores de corpo e alma =)

... só uma obra de arte é capaz de nos permitir experienciar a Verdade.










segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

E se...


"Devemos nos libertar desse conservadorismo cultural, tal como devemos nos libertar do conservadorismo político. Devemos desmascarar nossos rituais e fazê-los aparecer como são: coisas puramente arbitrárias, ligadas ao nosso modo de vida burguês. É bom - e isso é o verdadeiro teatro - transcendê-los através do modo do jogo, através de um modo lúdico e irônico; é bom ser sujo e barbudo, ter cabelos compridos, parecer uma moça quando se é um rapaz (e vice-versa). É preciso pôr em "cena", exibir, transformar e derrubar os sistemas que nos ordenam pacificamente".

M. Foucault, Estratégia poder-saber, Ditos e Escritos


E se passássemos o Reveillon de vermelho? Ou preto? 
E se o dia das mães fosse aquele dia inespecífico em que temos vontade de passar o dia inteiro com nossa mãe?
Dia das crianças com vontade de pirulito e montanha russa?

Casamento como instante de compromisso de alma, de enlaçar os dedos e andar de mãos dadas pelo parque, sem promessas de eternidade ou necessidade do felizes para sempre?

Trabalhar de regata e short por conta do calor...

Andar de havaianas, já que descalça não consigo...

A forma que nos enforma e sufoca... para que? Para mimetizar? Para dissolver entre os olhares perdidos e opacos...

A mesma forma que nos diferencia e nos opõe, que nos distancia, que nos impede que simplesmente encontremos nossos olhares. Aquele difícil olhar que nos despe e nos encara como realmente somos:

nus
chatos
maus
fedidos
pura impureza....

sim, a mais pura e sincera

eSsêNCia.