Tem coisa que não se explica, né?
Só é bacana se vem de ambos os lados. Se não... forget it!
Pascal: "Les hommes sont si nécessairement fous que ce serait être fou par un autre tour de folie de n’être pas fou’. (...) Il faut faire l’histoire de cet autre tour de folie, de cet autre tour par lequel les hommes, dans le geste de raison souveraine qui enferme leur voisin, communiquent et se reconnaissent à travers le langage sans merci de la nonfolie...”
sábado, 24 de agosto de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Um estranho no ninho
Ciúmes...
Traição...
Uma coisa aparentemente implica na outra. Mas o ciúmes, ao meu ver, se limita na suspeita. A traição é uma realidade.
Engraçado como, na maioria das vezes, a traição nos pega de surpresa... O ciúmes de nada serviu para alertar. Ou seja, não estão conectados como processo... Estranho, né?
Enfim, uma vez parei para pensar... E, de novo, quem me fez entender foi minha filha. Como as crianças, por vezes, conseguem verbalizar um sentimento de um modo TÃO simples?
Um dia, abriu a porta num momento inesperado e viu um estranho no ninho.
Estupefatas, a palavra solta ocupou o vazio INFINITO entre nós.
As lágrimas...
E aí a entrega com as palavras sinceras, pausadas, coladas ao sentimento...
"mamãe, vc não pode mentir para mim. Se não, quando eu descubro a verdade, parece...
... que vc não é mais a minha mãe."
As mulheres conversam muuuuito sobre tudo, um universo muito maior do que o restrito a carros, futebol, peitos e bundas (como os XY)... Ouvindo experiências próprias, outras, constatei que no campo da traição, a decepção vem muito daí: cai no nosso colo uma face estranha do outro...
Um corpo estranho entra no nosso ninho.
Cara...
Quanto mais "pura" e sincera consideramos a relação, maior o estranhamento daquele novo Ser. Parece que desqualifica TUDO o que se viveu antes!
Mas, sabe, acho que não é bem assim...
Impossível ser a totalidade sempre! Não somos nosso total com todos. Temos sim um jeito de nos relacionar com um filho, outro com outro, outro com o amigo X, outro com a mãe... e assim vai. Somos sim uma multiplicidade de seres, e PRECISAMOS aceitar que o outro também é. Tal pessoa não é irreconhecível quando está em determinado ambiente... É outra face, e só.
Acho que o que importa, mesmo, é a vontade e o comprometimento em viver ou não a relação.
Sou comprometida nas relações que acho que valem a pena afetivamente e tento deixar isso BEM claro - ou, pelo menos, tentarei. Mas nem eu nem o outro é somente aquele que se mostra.
Ainda bem!
Será que agora dou conta do ciúmes?
Traição...
Uma coisa aparentemente implica na outra. Mas o ciúmes, ao meu ver, se limita na suspeita. A traição é uma realidade.
Engraçado como, na maioria das vezes, a traição nos pega de surpresa... O ciúmes de nada serviu para alertar. Ou seja, não estão conectados como processo... Estranho, né?
Enfim, uma vez parei para pensar... E, de novo, quem me fez entender foi minha filha. Como as crianças, por vezes, conseguem verbalizar um sentimento de um modo TÃO simples?
Um dia, abriu a porta num momento inesperado e viu um estranho no ninho.
Estupefatas, a palavra solta ocupou o vazio INFINITO entre nós.
As lágrimas...
E aí a entrega com as palavras sinceras, pausadas, coladas ao sentimento...
"mamãe, vc não pode mentir para mim. Se não, quando eu descubro a verdade, parece...
... que vc não é mais a minha mãe."
As mulheres conversam muuuuito sobre tudo, um universo muito maior do que o restrito a carros, futebol, peitos e bundas (como os XY)... Ouvindo experiências próprias, outras, constatei que no campo da traição, a decepção vem muito daí: cai no nosso colo uma face estranha do outro...
Um corpo estranho entra no nosso ninho.
Cara...
Quanto mais "pura" e sincera consideramos a relação, maior o estranhamento daquele novo Ser. Parece que desqualifica TUDO o que se viveu antes!
Mas, sabe, acho que não é bem assim...
Impossível ser a totalidade sempre! Não somos nosso total com todos. Temos sim um jeito de nos relacionar com um filho, outro com outro, outro com o amigo X, outro com a mãe... e assim vai. Somos sim uma multiplicidade de seres, e PRECISAMOS aceitar que o outro também é. Tal pessoa não é irreconhecível quando está em determinado ambiente... É outra face, e só.
Acho que o que importa, mesmo, é a vontade e o comprometimento em viver ou não a relação.
Sou comprometida nas relações que acho que valem a pena afetivamente e tento deixar isso BEM claro - ou, pelo menos, tentarei. Mas nem eu nem o outro é somente aquele que se mostra.
Ainda bem!
Será que agora dou conta do ciúmes?
Marcadores:
entre o céu e a terra,
filosofia,
folie
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
FB
Ainda me lembro, na época em que usava o computador como máquina de escrever, quando me disseram: "vc vai ADORAR a internet!!!"
Nem imaginava o que isso queria dizer!
Lembro-me tbém de quando uma amiga me disse que o pai dela, engenheiro, disse que havia uma parada chamada Windows que poderia ser muito útil na medicina. Mas havia controvérsias: "ah, isso é uma ferramenta muuuuuuito complicada para os médicos" rsrs...
Sinto-me uma jurássica! E, como médica, completamente limitada kkk
Bom, quanto à internet, sei que ficava lá, esperando um mooooonte, até que o bichinho algo respondesse.
A primeira vez que achei de fato legal, foi para matar as saudades pelo email da USP. Pô, as cartas demoravam para chegar, os correios entravam em greve, a comunicação era lenta demais, e as coisas parece que demoravam tbém na vida real.. Poxa, taí mais um tema para um novo post: a influência da velocidade de informações na nossa vida. A gente ama e deixa de amar mais rápido.. Odeia e perdoa com a mesma velocidade..
De repente, esse modo rápido de informação virou vitrine! Dava para colocar nosso status no MSN! Frases feitas, sensações, impressões, OPINIÕES... Vitrine do nosso Ser.
Aí vale a pena voltar a Rousseau e o mundo das aparências, usadas justamente para alimentar o "amor próprio", a vaidade, o orgulho... Destas "aparências" faziam parte não só o luxo material, mas o luxo intelectual. Uma sociedade cheia de vaidade e de opiniões vazias que só alimentavam o amor próprio e afastavam o amor de si e a piedade (posso dizer, estes caracterizam o amor genuíno pelo ser humano, sem intenções que não a própria sobrevivência da espécie).
Em dado momento, estas "aparências" na nossa sociedade tto capitalista qto socialista qto comunista ou quaisquer outras denominações que queiram, confundiram-se com o "ter".
A posse. Posse de matéria ou intelectual ou de Poder.
- Ter carro
- Ter bolsa Chanel
- Ter um cargo burocrático
- Ter Poder para parecer ser mais que o outro...
Com a internet, e mais precisamente esta vitrine globalizada que é o Facebook, a coisa se especializou! Não basta ter. Muito menos exercer ou realizar o que tem. É preciso MOSTRAR!!!
De novo, voltamos ao mundo do "Ser é parecer" de Rousseau. Mas a coisa agora está rápida e sofisticada demais, e nem implica mais o "ter". Afinal, o "ter" implica o mundo Real.
No mundo virtual, isso não é necessário!!!
Fotografa-se um instante inusitado, irreal, e se posta no FB. Ou uma frase de um autor que nunca leu. Ou um (des)gosto compatível com o gosto de uma parcela da sociedade a qual gostaria de pertencer...
Mulheres com quem nunca trocou palavra
Homens com quem nunca trocou olhares
Status social desejado
Comentários vazios
Pronto, a vitrine do perfil desejado está montada!
Como "escapar" desta vitrine e se permitir relacionar verdadeiramente com o outro? Como conhecer e se deixar conhecer, desse jeito nu e cru a cada dia mais distante do que se fez parecer ao mundo?
Depois, quando digo que o FB é uma BOBAGEM, as pessoas insistem em se magoar por ser excluído ou bloqueado... Aliás, eu mesma, por bloquear ou excluir alguém já entro em contradição!
De certo modo, infelizmente, essas BOBAGENS afetam nosso espírito. Por isso se mantém.
Maldito Mark Zuckerberg!
Nem imaginava o que isso queria dizer!
Lembro-me tbém de quando uma amiga me disse que o pai dela, engenheiro, disse que havia uma parada chamada Windows que poderia ser muito útil na medicina. Mas havia controvérsias: "ah, isso é uma ferramenta muuuuuuito complicada para os médicos" rsrs...
Sinto-me uma jurássica! E, como médica, completamente limitada kkk
Bom, quanto à internet, sei que ficava lá, esperando um mooooonte, até que o bichinho algo respondesse.
A primeira vez que achei de fato legal, foi para matar as saudades pelo email da USP. Pô, as cartas demoravam para chegar, os correios entravam em greve, a comunicação era lenta demais, e as coisas parece que demoravam tbém na vida real.. Poxa, taí mais um tema para um novo post: a influência da velocidade de informações na nossa vida. A gente ama e deixa de amar mais rápido.. Odeia e perdoa com a mesma velocidade..
De repente, esse modo rápido de informação virou vitrine! Dava para colocar nosso status no MSN! Frases feitas, sensações, impressões, OPINIÕES... Vitrine do nosso Ser.
Aí vale a pena voltar a Rousseau e o mundo das aparências, usadas justamente para alimentar o "amor próprio", a vaidade, o orgulho... Destas "aparências" faziam parte não só o luxo material, mas o luxo intelectual. Uma sociedade cheia de vaidade e de opiniões vazias que só alimentavam o amor próprio e afastavam o amor de si e a piedade (posso dizer, estes caracterizam o amor genuíno pelo ser humano, sem intenções que não a própria sobrevivência da espécie).
Em dado momento, estas "aparências" na nossa sociedade tto capitalista qto socialista qto comunista ou quaisquer outras denominações que queiram, confundiram-se com o "ter".
A posse. Posse de matéria ou intelectual ou de Poder.
- Ter carro
- Ter bolsa Chanel
- Ter um cargo burocrático
- Ter Poder para parecer ser mais que o outro...
Com a internet, e mais precisamente esta vitrine globalizada que é o Facebook, a coisa se especializou! Não basta ter. Muito menos exercer ou realizar o que tem. É preciso MOSTRAR!!!
De novo, voltamos ao mundo do "Ser é parecer" de Rousseau. Mas a coisa agora está rápida e sofisticada demais, e nem implica mais o "ter". Afinal, o "ter" implica o mundo Real.
No mundo virtual, isso não é necessário!!!
Fotografa-se um instante inusitado, irreal, e se posta no FB. Ou uma frase de um autor que nunca leu. Ou um (des)gosto compatível com o gosto de uma parcela da sociedade a qual gostaria de pertencer...
Mulheres com quem nunca trocou palavra
Homens com quem nunca trocou olhares
Status social desejado
Comentários vazios
Pronto, a vitrine do perfil desejado está montada!
Como "escapar" desta vitrine e se permitir relacionar verdadeiramente com o outro? Como conhecer e se deixar conhecer, desse jeito nu e cru a cada dia mais distante do que se fez parecer ao mundo?
Depois, quando digo que o FB é uma BOBAGEM, as pessoas insistem em se magoar por ser excluído ou bloqueado... Aliás, eu mesma, por bloquear ou excluir alguém já entro em contradição!
De certo modo, infelizmente, essas BOBAGENS afetam nosso espírito. Por isso se mantém.
Maldito Mark Zuckerberg!
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
.
Palavras... palavras...pal..
Um moooonte de conexões, pontes, idas e vindas,
explicações das explicações das suposições..
como uma equação de enésimo grau cheia de números irracionais e irreais que levam a uma igualdade simples
2 + 2 = 4
Chega de palavras
Chega de signos
CHEGA!
Escute:
Só
sinta!
Isso! Deguste.
É bom? Palatável? Quer de novo? Dá saudades?
Pronto. Sabemos. É isso.
E nem mais uma palavra.
Um moooonte de conexões, pontes, idas e vindas,
explicações das explicações das suposições..
como uma equação de enésimo grau cheia de números irracionais e irreais que levam a uma igualdade simples
2 + 2 = 4
Chega de palavras
Chega de signos
CHEGA!
Escute:
Só
sinta!
Isso! Deguste.
É bom? Palatável? Quer de novo? Dá saudades?
Pronto. Sabemos. É isso.
E nem mais uma palavra.
Assinar:
Postagens (Atom)