Assim como transcendemos para esquecer um fato óbvio - a morte - e aproveitamos a vida…
… tem o amor
The Darkest Truth About Love from Hannah Jacobs on Vimeo.
Pascal: "Les hommes sont si nécessairement fous que ce serait être fou par un autre tour de folie de n’être pas fou’. (...) Il faut faire l’histoire de cet autre tour de folie, de cet autre tour par lequel les hommes, dans le geste de raison souveraine qui enferme leur voisin, communiquent et se reconnaissent à travers le langage sans merci de la nonfolie...”
sexta-feira, 5 de junho de 2015
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Amor e nada
Ainda me lembro de um conversê com um amigo psicólogo.
Meu objetivo era terceirizar e especializar o homem. Deste modo, selecionaria o melhor papo para papear, o melhor sexo para transar, o mais príncipe para romantizar, o melhor poeta para poetizar, o melhor cabra para lutar, o mais sociável para sair com os amigos, o mais azedo para azedar… e assim por diante. Quanto mais "especialidades" o cara tivesse, tanto melhor. Quem sabe se tornaria um fixo e daria menos trabalho no momento de requisitar a função. Mas meu problema é gostar de váaaarios ítens, e seria quase impossível encontrar uma versão masculina de mim mesma.
Briguei pacas com o psicólogo, e por um tempo deixamos de nos falar - acho que isso foi uma heresia com relação à psique humana.
Isso ficou na minha cabeça… Qual o mal nisso? Num mundo extremamente terceirizado e individualista, "coisificado", esta seria a chave para a modernidade nos relacionamentos humanos.
Posso dizer que não fui infeliz nesta empreitada. Afinal, meu crescimento e reinvenção sempre dependeram de mim mesma. Leituras, descobertas, ensinamentos, arte… bastavam!
E posso dizer também que, depois do serviço feito, eu tinha uma enorme vontade de que o cara sumisse da minha frente.
MAS… e sempre há um "mas"…
O outro lado da moeda, bem mais singelo e fácil, é aquele com quem não se faz nada.
Quando, sem planejar, sem necessitar, sem ter vontade determinada, ficamos com alguém com quem nada planejamos e nem sentimos falta de coisa nenhuma. E, se temos algo para fazer ou alguém para encontrar, dá até uma preguicinha pq está bom demais ficar sem fazer nada com ele.
O dia, a noite, o fim de semana, a semana, o mês, o ano passa.. e nos perguntamos: mas o que foi que fizemos mesmo? Precisamos parar para lembrar pq, qdo listamos, parece que nem foi nada.
Mas bem sabemos o valor deste nada: fácil, singelo, gostoso, tranquilo, sereno… aconchegante.
...e mais nada
Marcadores:
?,
descoberta,
espanto,
experimentações,
folie
terça-feira, 19 de maio de 2015
Só para raros
Alguns podem estranhar - mas o que será que ela vê nele?
O momento não é dos melhores,
a saúde com seus percalços,
os problemas… parecem infinitos
"Mas o que será que ela vê nele?"
Minha vida, bem estruturada
boa moça, boa família
os problemas.. quais?
Eu enxergo além dos olhos
Sua pureza, bondade, transparência
a elegância com o outro - seja ele o porteiro ou o dono da empresa!
o auxiliar ou o chefe do plantão
a humildade, a generosidade,
… o respeito!
O mundo pode desabar que vc não muda!
Nos tempos em que a falta de respeito em nada surpreende,
sua ética me comove.
O mínimo
… tão caro
… só para raros.
Conquistou-me pra sempre =)
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Reconhecimento atemporal
Quando o dia está cinzento, ou "branco", como já postei por aqui, aflora nosso sentimento de vulnerabilidade.
Paramos um pouco o tempo e pensamos:
- por que estou aqui?
- ou melhor, por que PRECISO estar aqui?
- por que passar por isso?
- ou seja: qual o sentido deste momento? Desta vida? Desta existência?
Uma vontade enorme de voltar para o útero.
Nestes momentos, fica evidente a necessidade de "dar sentido" às coisas.
Isso tudo pode parecer um trocadilho e uma brincadeira com as palavras.. Um silogismo. Descolado das nossas sensações.
Mas falo aqui de pura sensação! O sentido é sentir a vida! Ver as cores! Estar presente no presente, atentos, inteiros.
Aí, para sentir-me, gosto de sentir as pessoas que passaram e passam por minha vida. E dou-lhes sentido.
Assim, meu caro, perceba as coincidências. Passou por onde passei, cruzou meu olhar sem que eu percebesse, te vi e vc não viu, um jogo de marionetes em que estávamos no lugar certo, mas não nos encontramos.
Assim continuamos… Mas com as (re)lembranças. E agora sabemos o que antes sentíamos sem saber - exercemos um reconhecimento de tudo que vivemos juntos em algum lugar do tempo-espaço.
Este é o sentido da vida:
Des..
Re..
..encontros
Paramos um pouco o tempo e pensamos:
- por que estou aqui?
- ou melhor, por que PRECISO estar aqui?
- por que passar por isso?
- ou seja: qual o sentido deste momento? Desta vida? Desta existência?
Uma vontade enorme de voltar para o útero.
Nestes momentos, fica evidente a necessidade de "dar sentido" às coisas.
Isso tudo pode parecer um trocadilho e uma brincadeira com as palavras.. Um silogismo. Descolado das nossas sensações.
Mas falo aqui de pura sensação! O sentido é sentir a vida! Ver as cores! Estar presente no presente, atentos, inteiros.
Aí, para sentir-me, gosto de sentir as pessoas que passaram e passam por minha vida. E dou-lhes sentido.
Assim, meu caro, perceba as coincidências. Passou por onde passei, cruzou meu olhar sem que eu percebesse, te vi e vc não viu, um jogo de marionetes em que estávamos no lugar certo, mas não nos encontramos.
Assim continuamos… Mas com as (re)lembranças. E agora sabemos o que antes sentíamos sem saber - exercemos um reconhecimento de tudo que vivemos juntos em algum lugar do tempo-espaço.
Este é o sentido da vida:
Des..
Re..
..encontros
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Eter n idade
Parecia tudo muito difícil.
Voltar a dividir meu tempo, a compartilhar meus momentos, a ter a coragem e liberdade de pedir um favor…
Ou ainda, que nem fosse necessário pedir um favor - que, de repente, viesse uma solução em conjunto.
Eu desejava
Eu realizava
Eu necessitava
Eu descobria
Eu… me bastava (?)
Mas não sei que desvio foi esse em que me meti que, numa fração do olhar, tudo, mas tudo mudou.
Incrivelmente não divido meu tempo. Ele, simplesmente, flui! É só a vontade de ficar junto, que o mundo se faz - e de um jeito nada planejado. Cada compromisso se torna uma aventura. Um mergulho neste mundo que se faz dos nossos momentos - descubro (relembro) uma palavra, um olhar, um sonho, um pensamento..
Desejamos juntos
Realizamos juntos
Necessitamos o mesmo - básico é luxo!
Descobrimos juntos
Pasme, nos bastamos. E agregamos. Cada vez mais. Um mundo!!
O primeiro ano de uma eternidade =)
Voltar a dividir meu tempo, a compartilhar meus momentos, a ter a coragem e liberdade de pedir um favor…
Ou ainda, que nem fosse necessário pedir um favor - que, de repente, viesse uma solução em conjunto.
Eu desejava
Eu realizava
Eu necessitava
Eu descobria
Eu… me bastava (?)
Mas não sei que desvio foi esse em que me meti que, numa fração do olhar, tudo, mas tudo mudou.
Incrivelmente não divido meu tempo. Ele, simplesmente, flui! É só a vontade de ficar junto, que o mundo se faz - e de um jeito nada planejado. Cada compromisso se torna uma aventura. Um mergulho neste mundo que se faz dos nossos momentos - descubro (relembro) uma palavra, um olhar, um sonho, um pensamento..
Desejamos juntos
Realizamos juntos
Necessitamos o mesmo - básico é luxo!
Descobrimos juntos
Pasme, nos bastamos. E agregamos. Cada vez mais. Um mundo!!
O primeiro ano de uma eternidade =)
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Tolerância
Dia desses, minha filha de 13 anos estava em crise. Não conseguia se acertar com nenhuma das meninas do grupo. Havíamos lido uma crônica juntas em que tiramos um ensinamento: para começar um papo decente, há que se encontrar um ponto em comum, qualquer que seja!
- O problema, mãe, é que não encontro nenhum ponto em comum com elas! Elas só falam de roupas, marcas, maquiagem… e eu não tenho o menor interesse nisso!!! Elas julgam as meninas pelo modo que combinam as roupas ou pela grife, e eu não consigo achar isso importante!!!
É…
Bem…
Seria muito fácil elogiar minha filha e ficar satisfeita com os valores que estamos conseguindo passar, e dizer:
- Elas realmente não valem nada! Amizade assim não vale a pena mesmo!
É…
Bem…
Mas talvez não seja por aí. É muito mais fácil caminhar com os semelhantes, mas a tolerância tbém é um aprendizado. A tolerância nos permite uma vida muito mais rica, por sempre encontrar coisas boas (semelhantes) no outro.
- Pô, mãe, mas aí vou ser uma falsa!!!
Esse é o risco mesmo, ser taxada de falsa. Eu me lembro no meu ano de caloura, que eu transitava por todas as tribos: patricinhas, mauricinhos, esportistas, nerds, japas, judeus, tudo mesmo. As pessoas são legais sim! E num belo dia, entrei numa puta crise pq um boato chegou aos meus ouvidos: "aquela… aquela anda com todo mundo!!!" Um discreto "falsa". Como se fosse sinônimo de autenticidade andar com determinadas pessoas e ser totalmente refratária às outras. Talvez por isso nunca tenha comemorado um aniversário - eu nunca soube como acomodar tanta gente diferente num mesmo ambiente…
Mas depois de tanto ouvir e insistir na tolerância, acabei encontrando nela uma arte. Sou o que sou, todos os diferentes me reconhecem como mesmo e outra. Individualidade respeitada por respeitar a diferença do outro, rir disso tudo, pq a essência mesmo é o que vale. A empatia das essências.
E isso vale muuuuuuuito a pena!!!!!
- O problema, mãe, é que não encontro nenhum ponto em comum com elas! Elas só falam de roupas, marcas, maquiagem… e eu não tenho o menor interesse nisso!!! Elas julgam as meninas pelo modo que combinam as roupas ou pela grife, e eu não consigo achar isso importante!!!
É…
Bem…
Seria muito fácil elogiar minha filha e ficar satisfeita com os valores que estamos conseguindo passar, e dizer:
- Elas realmente não valem nada! Amizade assim não vale a pena mesmo!
É…
Bem…
Mas talvez não seja por aí. É muito mais fácil caminhar com os semelhantes, mas a tolerância tbém é um aprendizado. A tolerância nos permite uma vida muito mais rica, por sempre encontrar coisas boas (semelhantes) no outro.
- Pô, mãe, mas aí vou ser uma falsa!!!
Esse é o risco mesmo, ser taxada de falsa. Eu me lembro no meu ano de caloura, que eu transitava por todas as tribos: patricinhas, mauricinhos, esportistas, nerds, japas, judeus, tudo mesmo. As pessoas são legais sim! E num belo dia, entrei numa puta crise pq um boato chegou aos meus ouvidos: "aquela… aquela anda com todo mundo!!!" Um discreto "falsa". Como se fosse sinônimo de autenticidade andar com determinadas pessoas e ser totalmente refratária às outras. Talvez por isso nunca tenha comemorado um aniversário - eu nunca soube como acomodar tanta gente diferente num mesmo ambiente…
Mas depois de tanto ouvir e insistir na tolerância, acabei encontrando nela uma arte. Sou o que sou, todos os diferentes me reconhecem como mesmo e outra. Individualidade respeitada por respeitar a diferença do outro, rir disso tudo, pq a essência mesmo é o que vale. A empatia das essências.
E isso vale muuuuuuuito a pena!!!!!
Marcadores:
descoberta,
entre o céu e a terra,
filosofia
quinta-feira, 26 de março de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)