Tem coisas que, em qualquer momento da nossa vida, podem fazer a gente dar uma paradinha no tempo e erguer os braços à imensidão da vida!
Precisa muito não:
- uma coca zero beeeeem gelada rs
- os olhos de agradecimento sincero de um paciente ou familiar
- o amanhecer com um belo dia de sol e uma brisa geladinha no rosto
- uma música dessas no meio de uma balada eletrônica rs
- enxergar a essência nua de quem gostamos
- presenciar um momento de generosidade e gentileza entre desconhecidos
- uma palavra tua...
Deixando os vícios de lado (a coca zero rs), é conseguir vestir os óculos que trespassam toda a parafernália que nós próprios criamos para nos defender da fragilidade da nossa essência
Sabe, nossa essência não é frágil não!!!
Tudo poderia ser TÃO mais simples se tivéssemos só mais um tantico de coragem...
Pascal: "Les hommes sont si nécessairement fous que ce serait être fou par un autre tour de folie de n’être pas fou’. (...) Il faut faire l’histoire de cet autre tour de folie, de cet autre tour par lequel les hommes, dans le geste de raison souveraine qui enferme leur voisin, communiquent et se reconnaissent à travers le langage sans merci de la nonfolie...”
sábado, 18 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Ciúmes
Tenho um comportamento visceral que me irrita e me envergonha profundamente. Fazer o que.
CIÚMES
O pior é que eu tenho uma capacidade ímpar de estabelecer conexões. Para mim é muuuuuito fácil construir pontes entre os pensamentos mais díspares.
Nunca me esqueço de um episódio em que um ex falava sobre o comportamento esquisito da cachorrinha da ex - ela se masturbava nas almofadas da casa, na cara dura, e ele achava aquilo sinistro.
Eu, cega de ciúmes da ex (que eu até conhecia e achava uma fofa!), já discursei sobre o preconceito contra as mulheres que gostam de sexo.
Aí descambei geral... Nem vale a pena discorrer sobre este assunto, tão esdrúxulo e maluco...
Eu realmente enlouqueço e minha cabeça começa a dar loopings!
Mas eu já estou aprendendo sobre minha loucura.
Sento...
Respiro...
Tomo uma coca zero...
E repito: vai passar!!!
E passa.
E me sinto A MAIS ridícula.
Mas aí... já foi. Já falei, já merdeei tudo.
Por isso que nem procuro! Não olho para os lados, não exijo, nem toco no assunto. Pra que? Vai me irritar, vou irritar o outro, e será tudo absurdo, papo de loucos mesmo - pq foge completamente ao meu aparato racional.
Isso me irrita TANTO que prefiro pular fora. Desligo do cara e sigo em frente!
De novo: NUNCA falar de uma mulher para outra mulher. Nem da mãe!
http://autretourdelafolie.blogspot.com.br/2010/05/colher-de-cha.html
CIÚMES
O pior é que eu tenho uma capacidade ímpar de estabelecer conexões. Para mim é muuuuuito fácil construir pontes entre os pensamentos mais díspares.
Nunca me esqueço de um episódio em que um ex falava sobre o comportamento esquisito da cachorrinha da ex - ela se masturbava nas almofadas da casa, na cara dura, e ele achava aquilo sinistro.
Eu, cega de ciúmes da ex (que eu até conhecia e achava uma fofa!), já discursei sobre o preconceito contra as mulheres que gostam de sexo.
Aí descambei geral... Nem vale a pena discorrer sobre este assunto, tão esdrúxulo e maluco...
Eu realmente enlouqueço e minha cabeça começa a dar loopings!
Mas eu já estou aprendendo sobre minha loucura.
Sento...
Respiro...
Tomo uma coca zero...
E repito: vai passar!!!
E passa.
E me sinto A MAIS ridícula.
Mas aí... já foi. Já falei, já merdeei tudo.
Por isso que nem procuro! Não olho para os lados, não exijo, nem toco no assunto. Pra que? Vai me irritar, vou irritar o outro, e será tudo absurdo, papo de loucos mesmo - pq foge completamente ao meu aparato racional.
Isso me irrita TANTO que prefiro pular fora. Desligo do cara e sigo em frente!
De novo: NUNCA falar de uma mulher para outra mulher. Nem da mãe!
http://autretourdelafolie.blogspot.com.br/2010/05/colher-de-cha.html
domingo, 12 de janeiro de 2014
Home
Quando abro a porta de casa e te vejo com um sorriso cansado, te puxo pela camisa e penduro-me no teu pescoço. Um cheirinho no perfume registrado no colarinho, e se afoga nos meus cabelos...
Pronto, chegou em casa!
Vamos direto à cozinha, abre a geladeira e os armários para encontrar algum resto mortal do dia
Barulhos de pratos, talheres, sentamos à mesa e papeamos sobre o dia pesado, as ironias, as singularidades que só uma mente atenta presencia...
Ligamos o som ou a TV... no sofá, no silêncio confortável que só rola com a intimidade que o afeto traz.
A dança das nossas imagens no espelho, com as escovas de dente, o barulho da torneira aberta,
e o teu calor no travesseiro ao meu lado.
Pronto, chegou em casa!
Vamos direto à cozinha, abre a geladeira e os armários para encontrar algum resto mortal do dia
Barulhos de pratos, talheres, sentamos à mesa e papeamos sobre o dia pesado, as ironias, as singularidades que só uma mente atenta presencia...
Ligamos o som ou a TV... no sofá, no silêncio confortável que só rola com a intimidade que o afeto traz.
A dança das nossas imagens no espelho, com as escovas de dente, o barulho da torneira aberta,
e o teu calor no travesseiro ao meu lado.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Reload
Conheci Herman Hesse com Demian, na minha adolescência ainda. Marcou minha vida. Fiquei tão encantada que tentei o Lobo da Estepe. Não dei conta. Tbém, o que uma menina cheia de brilho nos olhos dos seus 15 anos tem a ver com a vida de um amargurado de 50 anos? Fechei o livro e guardei na estante.
Recentemente, fui arrumar as caixas com os livros e o Lobo da Estepe caiu nas minhas mãos. Comecei a folhear, e em um dia terminei com um "ué, era isso?"
Mas o que era tão grandioso e difícil nisso aqui?!?!?!
Como quando por um acaso a gente passa pela rua onde crescemos.
Ou revisita a escola ou a faculdade ou a cidade universitária...
"Ué, era isso?!?!?!"
O desconforto, a diferença é tanta que dá receio de "revisitar" momentos que guardamos no melhor lugar das nossas memórias. Não releio "Demian" nem a pau. Nem "O apanhador no campo de centeio"... Mantenho-os no melhor lugar da estante!
Mas... e se eles batem a nossa porta? Se caem, abertos, na nossa frente?
Fecho os olhos?
Fujo?
O respeito pelas sensações que os melhores livros nos despertaram, pede com a mesma força tanto para mantê-los no melhor lugar da estante, quanto para deixá-los entrar novamente à nossa vida...
É... seja o que for, uma história sempre pode ser re-escrita... Basta não impor que ela se repita.
Como se fosse fácil assim rs...
Recentemente, fui arrumar as caixas com os livros e o Lobo da Estepe caiu nas minhas mãos. Comecei a folhear, e em um dia terminei com um "ué, era isso?"
Mas o que era tão grandioso e difícil nisso aqui?!?!?!
Como quando por um acaso a gente passa pela rua onde crescemos.
Ou revisita a escola ou a faculdade ou a cidade universitária...
"Ué, era isso?!?!?!"
O desconforto, a diferença é tanta que dá receio de "revisitar" momentos que guardamos no melhor lugar das nossas memórias. Não releio "Demian" nem a pau. Nem "O apanhador no campo de centeio"... Mantenho-os no melhor lugar da estante!
Mas... e se eles batem a nossa porta? Se caem, abertos, na nossa frente?
Fecho os olhos?
Fujo?
O respeito pelas sensações que os melhores livros nos despertaram, pede com a mesma força tanto para mantê-los no melhor lugar da estante, quanto para deixá-los entrar novamente à nossa vida...
É... seja o que for, uma história sempre pode ser re-escrita... Basta não impor que ela se repita.
Como se fosse fácil assim rs...
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Humanidade
Parece que nasci pra te conhecer
Te vejo na memória de cada pedacinho do meu DNA
Te carreguei por toda parte em que andei,
nos meus sonhos,
no medo e na euforia
de cada descoberta
E te reconheço até nos mínimos gestos
de quando ainda se desvelava em mim
É um constante aprendizado de generosidade
em que me devoto a te deixar crescer
Aprender a brilhar quando brilha
e a vibrar quando se afasta
... pra florescer
Uma sensação de humanidade!
Acho que só as mães sabem o que é, de fato, o amor
e só uma Mãe atenta e generosa sabe amar.
Te vejo na memória de cada pedacinho do meu DNA
Te carreguei por toda parte em que andei,
nos meus sonhos,
no medo e na euforia
de cada descoberta
E te reconheço até nos mínimos gestos
de quando ainda se desvelava em mim
É um constante aprendizado de generosidade
em que me devoto a te deixar crescer
Aprender a brilhar quando brilha
e a vibrar quando se afasta
... pra florescer
Uma sensação de humanidade!
Acho que só as mães sabem o que é, de fato, o amor
e só uma Mãe atenta e generosa sabe amar.
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Melodia dos Sinais Vitais
Não precisa dizer nada...
- sei que nunca dirá mesmo -
Fico só do seu ladinho
Aprendi a escutar a melodia dos teus sinais vitais
Frequência respiratória
cardíaca
reflexo fotomotor/adrenérgico
v a s o d i l a t a ç ã o, flush
glândulas lacrimais, bem de leve, só para aumentar o brilho corneano
retração palpebral para abrir o olhar...
Aprendo rápido, sabe disso
com a calma da alma serena
que, também, aprendeu a te acolher
por ser o que é...
por querer o que quer
Lucky man!
- sei que nunca dirá mesmo -
Fico só do seu ladinho
Aprendi a escutar a melodia dos teus sinais vitais
Frequência respiratória
cardíaca
reflexo fotomotor/adrenérgico
v a s o d i l a t a ç ã o, flush
glândulas lacrimais, bem de leve, só para aumentar o brilho corneano
retração palpebral para abrir o olhar...
Aprendo rápido, sabe disso
com a calma da alma serena
que, também, aprendeu a te acolher
por ser o que é...
por querer o que quer
Lucky man!
Aerosol
Existem muuuitas pessoas nesse mundo. Com muitas aptidões tbém.
Eu me lembro do meu anúncio de jornal da época da adolescência:
- magrinho
- camiseta por fora da calça
- camisa xadrez
- barba por fazer
- brinco
- de preferência que tocasse algum instrumento
- louco por livros
- se fosse politizado com uma tendência vermelhinha, tto melhor
Na época, na escola, um ou outro era assim. Raridade total!
Na medicina, ídem! Aí fui na minha primeira festa na Biologia. Gente, TODOS os meninos eram assim!!! Tinha uma fogueira e tocavam violão por lá! Aí fui na SBPC. O nosso alojamento era como uma festa gigante da Biologia! Ah, se eu tivesse a cabeça de hoje naquele cenário... Eh vida de desencontros mesmo rsrs...
Acho que isso deve ser como no começo de uma carreira promissora. Sei lá, vc já arrasou no primeiro emprego, cheio de vontade, e zilhões de ofertas.
Ou então para a mulherada louca por sapatos e bolsas. Começam com um tradicional scarpin da Louboutin e, dado este primeiro passo estratosférico, iniciam a vida de Oscar Freire, qdo não estão de férias para detonar na 5 avenida de NY ou a Champs Elysées... Sempre uma nova oferta.
Como se comprometer com um trabalho ou com uma pessoa, ou seja, "vestir a camisa" como dizem, dado que o que o mundo tem a nos oferecer é infinito?
Aí vem a solução: on line... off line. Passar por tudo como um fluxo de água, sem nada levar e sem que nada levem de nós. Uma corredeira, em que nada é capaz de nos enroscar. Um magrinho, outro para te mandar poesia, outro com camisa xadrez, outro para tocar violão contigo, outro para ler Dostoiévski e falar mal da Katerina Ivanovna. Não há perigo de se enrolar e ter aquela dor no peito quando tudo terminar, culpar e se sentir culpada, ser taxada de insensível, feladaputa, orgulhosa...
Sempre, inevitavelmente, o ônus de começar um relacionamento ou vestir a camisa de um emprego ou sociedade, é imaginar como vai terminar:
"vou levar uma rasteira"
"vou ser corneada"
"vai aparecer outro melhor, com 3 das 8 características almejadas"
"vai aparecer a posição dos meus sonhos"
Ou seja...
Vive-se no provisório. Hipoteca-se o presente em prol do futuro, da oferta que está por vir.
Ai cara pálida... Não é assim!!!! Vamos pensar um pouquinho?
Eu acho que existem 2 modos de encarar a vida.
- Tem gente que olha para o infinito mesmo! Confia, sei lá. Destemidos! São desprendidos. Não fazem questão de segurança - sem lenço sem documento, nada nos bolsos ou nas mãos. Querem seguir vivendo, apaixonam-se com uma mega facilidade, se jogam na dor e no prazer.. Passou, passou! Seguem vivendo. Leves, beeeeeem leves, aquele algodãozinho do dente de leão que ninguém consegue segurar nas mãos...
Mas é difícil, viu! Conheci um ou outro cara assim. Daqueles que, se a gente conseguir pegar, pode colocar no Curriculum Lattes rsrs.. E o cara some e reaparece sei lá de onde, como qdo atraca num porto só para reabastecer...
- Tem gente que levou rasteira e não quer levar de novo. Deu falta de ar, o Deus morreu, o chão se foi de repente... Evidente que se levanta, dá conta e sabe disso. Mas é mais fácil não cair e hipotecar o presente, tá melhor assim.
E eis que o mundo fica nestas conexões off line, cheio de células soltas no ar, pairando sobre o próximo porto e deixando a vida passar... E passa rápido, viu!
Talvez o lance seja encontrar a liberdade na segurança. Mudar o olhar. Ao invés de ver o bonde passar e ficar apto e rápido para pular no vagão que parece lhe interessar (assim como dele escapar), entrar no bonde, assumir o primeiro vagão e acolher toooda a emoção e beleza de, com ele, adentrar ao infinito:
- Trabalhar por conta própria, mesmo que seja na empresa alheia
- Relacionar-se de corpo e alma, confiar, destemer o fim - logo, viver o infinito da relação. "Se acabar" é o futuro e, tecnicamente, o que existe é o presente.
Acho que é isso! Tecnicamente, o que existe é o presente. Mas não é um "viver o presente"irresponsável.
É saber que dá conta do futuro para, com segurança, viver o presente sem medo.
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