Finzinho de 2011 e aquela TEMPESTADE!!!
Guerreiras, únicas, chuva não derrete e nada é previsível,
Ora, damos conta - GUARDA-CHUVA!!!
Caminhamos na lama, os pés no escuro das poças, o incólume branco da roupa...
... suja!!!
Tá tudo certo! Lama sai fácil com qualquer sabãozinho.
Chegamos na praia, cadê aquela confusão de gente?
PRAIA DESERTA!!!!
Nem mais sabíamos a hora - o mar e a lua, a areia e os poucos pés, nada e ninguém para nos situar
a sensação de estar mergulhada no vazio...
Dissolvemos o que nos amarra no mar
Eis que a chuva foi embora com 2011.
Os fogos comemoraram a boa nova! Nunca foram tão especiais - a praia era só nossa, dos corajosos que não se importam com as intempéries e perseguem o que manda a intuição e a vontade
- esta sim é soberana e agraciada quando nos presenteia.
Beatles!!!
Só.
Pascal: "Les hommes sont si nécessairement fous que ce serait être fou par un autre tour de folie de n’être pas fou’. (...) Il faut faire l’histoire de cet autre tour de folie, de cet autre tour par lequel les hommes, dans le geste de raison souveraine qui enferme leur voisin, communiquent et se reconnaissent à travers le langage sans merci de la nonfolie...”
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
domingo, 25 de dezembro de 2011
Natal anárquico
Este ano fizemos diferente. Um risoto de carne seca, damascos, uvas passas, nozes, champagne e canela muuuuito louco, um couscous marroquino com lulas, pimentões, abobrinhas e muuuito azeite. Nada de peru, pernil, tender, presentes, badulaques de natal. Família-philia anárquica, agregados, desagregados, uma apendicite de emergência no meio do caminho...Uma tal loucura que coleto alguns fragmentos na memória
Descalços na garagem
Abdominais no meio da sala ao som de Talking Heads
Dançando na frente das câmeras do elevador
Uma doce expressão bem pertinho de mim
Promessas inconscientes
... até indecentes!
Amigos queridos, e no cerne, estamos sempre lá!
Na anarquia dos fragmentos dessa vida louca em que tudo que começa tem um fim, este elo forte e querido é para todo o sempre!!!
E que seja só o primeiro desta nova tradição em que fazemos exatamente o que queremos, com quem escolhemos, ao acaso, sem imposições (i)morais!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
devaneios iniciais sobre a causalidade e a sincronicidade
Estamos acostumados a observar a natureza e, à partir dela, entendermos o mundo. Portanto, há certos fatos que são causas de outros. Por exemplo, uma coisa queima com o fogo. Congela com a baixa temperatura. Com a água, molha.
Causa... e efeito.
Como nossa primeira aventura racional, as criancinhas entram naquela fase pentelha do "porque".
"Por que queimou?" "Porque pegou fogo." e instantaneamente passa para níveis que por vezes até nos confundem.
Confundem... pq a relação entre a causa e o efeito em alguns casos é duvidosa.
Mas temos uma mania de enfiar a causalidade em tudo, e sossegamos.
Assim, por que me resfriei? Porque peguei friagem.
Por que o grau da miopia aumentou? Porque não usei o óculos direito.
Por que minha boca entortou? Porque peguei o vento de lado.
Por mais avançadas as pesquisas científicas, sempre existe uma margem de incerteza na validade do complexo causa-efeito em determinadas instâncias. Principalmente se relacionados à estatística.
Aí entra Jung. Se, em uma sala, uma pessoa estiver tirando cartas do baralho e se, em outra, outra pessoa estiver com uma imagem de uma carta na psique, as duas imagens coincidem com maior freqüencia do que é estatísticamente provável.
1. O inconsciente é um domínio de objetos (complexos e imagens arquétipas - fantasia e padrão de comportamento universal do inconsciente coletivo. Portanto, não se pode afirmar que os arquétipos tenham uma natureza puramente psíquica) assim como
2. o mundo real é o domínio de pessoas e coisas.
3. Estes objetos internos do inconsciente afetam a consciência do mesmo modo que as pessoas e coisas.
4. As intuições e pensamentos que surgem do inconsciente, repousam ocasionalmente na superfície do ego (diferente das construções racionais que a consciência adora fazer)
5. Estando os arquétipos no inconsciente, e considerando-no não completamente psíquico, conclui-se que situam-se num contínuo com o mundo físico e externo!!!
De novo, os arquétipos situam-se entre o psiquico e o mundo físico!!!
A sincronicidade é definida como uma coincidência significativa entre eventos psíquicos e físicos (como o evento das cartas do baralho) e, se bem entendi, ligados por arquétipos, cujo evento escapa da relação causal.
Isso tudo para explicar o que não tem explicação. O que ocorre e que vemos como "magia".
Quando "intuimos" e sentimos o que o outro sente.
Quando faz-se uma ligação inexplicável que escapa à racionalidade. E realmente escapa, dado que pertence ao mistério do inconsciente que é ligado sim aos eventos reais.
Como diz M.Stein em "Jung - o mapa da alma": Ingressar no mundo arquetípico de eventos sincronísticos gera a sensação de se estar vivendo na vontade de Deus.
Causa... e efeito.
Como nossa primeira aventura racional, as criancinhas entram naquela fase pentelha do "porque".
"Por que queimou?" "Porque pegou fogo." e instantaneamente passa para níveis que por vezes até nos confundem.
Confundem... pq a relação entre a causa e o efeito em alguns casos é duvidosa.
Mas temos uma mania de enfiar a causalidade em tudo, e sossegamos.
Assim, por que me resfriei? Porque peguei friagem.
Por que o grau da miopia aumentou? Porque não usei o óculos direito.
Por que minha boca entortou? Porque peguei o vento de lado.
Por mais avançadas as pesquisas científicas, sempre existe uma margem de incerteza na validade do complexo causa-efeito em determinadas instâncias. Principalmente se relacionados à estatística.
Aí entra Jung. Se, em uma sala, uma pessoa estiver tirando cartas do baralho e se, em outra, outra pessoa estiver com uma imagem de uma carta na psique, as duas imagens coincidem com maior freqüencia do que é estatísticamente provável.
1. O inconsciente é um domínio de objetos (complexos e imagens arquétipas - fantasia e padrão de comportamento universal do inconsciente coletivo. Portanto, não se pode afirmar que os arquétipos tenham uma natureza puramente psíquica) assim como
2. o mundo real é o domínio de pessoas e coisas.
3. Estes objetos internos do inconsciente afetam a consciência do mesmo modo que as pessoas e coisas.
4. As intuições e pensamentos que surgem do inconsciente, repousam ocasionalmente na superfície do ego (diferente das construções racionais que a consciência adora fazer)
5. Estando os arquétipos no inconsciente, e considerando-no não completamente psíquico, conclui-se que situam-se num contínuo com o mundo físico e externo!!!
De novo, os arquétipos situam-se entre o psiquico e o mundo físico!!!
A sincronicidade é definida como uma coincidência significativa entre eventos psíquicos e físicos (como o evento das cartas do baralho) e, se bem entendi, ligados por arquétipos, cujo evento escapa da relação causal.
Isso tudo para explicar o que não tem explicação. O que ocorre e que vemos como "magia".
Quando "intuimos" e sentimos o que o outro sente.
Quando faz-se uma ligação inexplicável que escapa à racionalidade. E realmente escapa, dado que pertence ao mistério do inconsciente que é ligado sim aos eventos reais.
Como diz M.Stein em "Jung - o mapa da alma": Ingressar no mundo arquetípico de eventos sincronísticos gera a sensação de se estar vivendo na vontade de Deus.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Perpetuum Mobile
Sempre achei que o tempo fosse implacável, que tudo poderia modificar
Mas tem coisa que não muda.
Podemos pintar com outras cores
aromatizar com flor de laranjeira
tocar outras músicas
Não adianta.
A melodia central é a mesma.
Desisto.
Sabe, se vc bater na porta da minha casa,
mesmo que ela esteja ocupada,
serei obrigada a abrir
... e deixar que entre =)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
toctoctoctoctoctoc
Existe o TOC (transtorno obsessivo compulsivo) fisiológico, em que as áreas cerebrais acometidas são as mesmas do distúrbio, porém trata-se de um comportamento dito como "normal".
Este TOC fisiológico é permitido como natural entre as mulheres no período puerperal. A sensação de que o bebê é frágil e sucumbirá a qualquer momento, nos deixa enlouquecidas.
Se ele pára de mamar pq se cansou, colocamos a mão na frente do narizinho para ver se ele está respirando
Se ele está dormindo, colocamos a mão na frente do narizinho para ver se ele está respirando
Se ele está acordado, colocamos a mão na frente do narizinho para ver se ele está respirando
Se ele está sorrindo, colocamos a mão na frente do narizinho para ver se ele está respirando
C i R C u l A m o S ao redor do bebê. O comportamento obsessivo vai girando e construindo uma redoma protetora ao seu redor. Aparentemente, foi o grande ganho da nossa espécie que conseguiu fazer com que sobrevivêssemos até hj.
Existem ainda duas situações similares. Uma delas é a paixão. Ahhh, que vício! Com a pior das síndromes de abstinência, já que TODOS ao redor hipervalorizam e até acham que o apaixonado é um sortudo - vê se pode! Ainda têm a pachorra de invejá-lo...
Se o cara não responde na hora, achamos que o cara está em outra
Se o cara foi fazer supermercado e não está em casa, achamos que o cara está em outra
Se o cara pára para ler um livro, achamos que o cara está em outra
Se o cara não olha nos nossos olhos, achamos que o cara está em outra
C i R C u l A m o S ao redor do amor. A gente se mata, dilacera, rumina, acaba com o nosso tempo útil para construir uma armadura protetora em torno desta bomba tão frágil... Pq parece que a qualquer minuto pode explodir. E se explodir... só mortos e feridos, ninguém se salva!!!
E a última das situações, o luto. PUTA dor!!!. Coletamos lembranças, fotografias, papeizinhos, palavras, poemas, recados, sons, músicas, cheiros... Por evitá-los, neles mergulhamos. Um redemoinho do qual não conseguimos escapar!!! Gira, gira, em torno daquele ponto maaaaaaiiisss profundo, e que está se afundando e insistimos em rodeá-lo. Uma força incontrolável... Putz, mas se está afundando, por que mergulhamos?
Pq foi bom. Pq a ele nos apegamos demais. E pq insistimos em alimentá-lo para que sobreviva...
AINDA bem que a medicina avança! A ressonância magnética, os neurotransmissores, isso tudo que comprova o TOC fisiológico e dele consegue, quando convém, nos tirar...
... e viva a medicina!!!!!
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